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Início Cidades

Entre lavouras e estradas rurais, a “Capital do Agro” guarda 9 cachoeiras em um roteiro natural a 55 km do centro

Por Maura Pereira
18/09/2026
Em Cidades, Turismo
A “Capital do Agro” que você ainda não conhece guarda um circuito com 9 cachoeiras e quedas d’água a 55 km do centro

A cidade que move o agronegócio brasileiro também sabe receber quem busca silêncio e água fria. / Imagem ilustrativa

Quem passa por Rondonópolis associando a cidade apenas às plantações de soja e ao intenso movimento de caminhões da BR-163 dificilmente imagina que, a menos de uma hora do centro, existe uma paisagem completamente diferente. No sul do Mato Grosso, um conjunto de quedas d’água permanece fora do roteiro da maioria dos visitantes que chegam à região atraídos pelo agronegócio.

O que existe entre as 9 cachoeiras do Complexo Carimã?

A cerca de 55 km do centro de Rondonópolis, o Complexo Turístico do Carimã concentra nove cachoeiras conectadas por uma trilha de pouco mais de 1 km. O percurso fica no entorno do Parque Estadual Dom Osório Stoffel e pode ser acessado pela BR-163, com entrada pela MT-471.

A transformação do local começou a partir de um assentamento que encontrou no turismo uma nova forma de movimentar a região. Hoje, os próprios moradores cuidam das pousadas, dos restaurantes e da estrutura destinada aos visitantes, enquanto a trilha conta com sinalização ao longo do trajeto.

A “Capital do Agro” que você ainda não conhece guarda um circuito com 9 cachoeiras e quedas d’água a 55 km do centro
Explore Rondonópolis além do agro, conhecendo cachoeiras, formações rochosas e o Casario histórico às margens do rio, cenário que revela a alma do Cerrado mato-grossense. // Créditos: YouTube.com/@gilmardasilvaleal

Qual é o papel do parque de 6.421 hectares na região?

Criado pelo Decreto Estadual 5.437, em 12 de novembro de 2002, o Parque Estadual Dom Osório Stoffel protege uma área de 6.421,69 hectares de Cerrado em regime de proteção integral. O nome homenageia um bispo diocesano que dedicou parte de sua trajetória à conservação ambiental.

Levantamentos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) registram mais de 280 espécies de árvores e aproximadamente 500 espécies de fauna dentro da unidade. Durante o período de piracema, o território também funciona como berçário natural para peixes do Rio Vermelho e do Ribeirão Ponte de Pedra.

Quais lugares visitar além do Complexo Carimã?

As cachoeiras e áreas naturais próximas ampliam o roteiro para além do principal complexo turístico. Com um final de semana disponível, é possível percorrer três circuitos diferentes a partir de Rondonópolis.

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  • Complexo Turístico do Carimã: concentra 9 cachoeiras em uma trilha de 1,5 km e oferece camping, pousada simples e restaurante com comida caseira.
  • Cachoeira do Gavião: possui uma queda de 20 metros localizada a aproximadamente 15 km do Carimã, além de restaurante e mirantes distribuídos pelo caminho.
  • Sítio Recanto Clara Antônio: reúne diversas quedas ao longo de 700 metros do Córrego São Miguel, com churrasqueiras e espaço para piqueniques.
  • Rodovia do Peixe (MT-471): trecho de 25 km asfaltados às margens do Rio Vermelho, passando por pesqueiros, parques termais e pontos com vista para a Cidade de Pedra.

Quais sabores representam a cozinha de Rondonópolis?

Entre receitas de inspiração pantaneira, ingredientes do Cerrado e costumes trazidos pelas colônias agrícolas formadas na década de 1970, Rondonópolis desenvolveu uma gastronomia própria. As feiras urbanas concentram parte importante dessa tradição, enquanto o pastel rondonopolitano se tornou um dos símbolos da culinária local.

  • Pastel rondonopolitano: preparado com massa fina e recheio generoso, aparece nas feiras noturnas que funcionam das 16h às 22h.
  • Peixe na telha: preparado com pacu ou pintado fresco do Rio Vermelho, gratinado com queijo e ervas.
  • Costela bovina no fogo de chão: receita encontrada com frequência nos restaurantes de fazenda nos arredores do Carimã.
  • Arroz boliviano: influência culinária das fronteiras do Centro-Oeste, preparado com carne moída, pimentão e ovo.
A cidade onde a força industrial convive com paisagens naturais preservadas e atraí olhares no Centro-Oeste
Rondonópolis possui o segundo maior PIB de Mato Grosso e lidera o ranking estadual de exportações, exportando mais que muitos estados brasileiros graças à força do agro. // Créditos: YouTube.com/@gilmardasilvaleal

Leia também: Uma cidade gaúcha onde flamingos chilenos pousam após voar 8 mil km e o sol nasce no oceano.

Quais são os principais caminhos para chegar a Rondonópolis?

A 210 km de Cuiabá, Rondonópolis está posicionada no encontro da BR-163 com a BR-364, duas das principais rodovias que conectam o sul do Mato Grosso a outras regiões do país. Para quem chega de avião, o Aeroporto Maestro Marinho Franco (ROO) recebe voos regionais.

Pelas rodovias, são aproximadamente 840 km desde Goiânia, seguindo pela BR-364, enquanto o trajeto a partir de Campo Grande soma cerca de 460 km pela BR-163. As principais atrações turísticas estão distribuídas em um raio de até 60 km do centro, conforme informações da Prefeitura de Rondonópolis.

O que existe além do agronegócio nos arredores da cidade?

Rondonópolis tem sua rotina profundamente ligada ao agronegócio, mas a paisagem muda rapidamente para quem deixa os grandes eixos rodoviários e segue em direção às áreas naturais. Em um final de semana, o visitante encontra trilhas, cachoeiras e trechos de rio que contrastam com a imagem formada pelas lavouras e pelo intenso tráfego de caminhões.

Basta seguir pela BR-163 e entrar nos caminhos que levam ao Carimã para encontrar um cenário menos conhecido do sul mato-grossense. Entre quedas d’água, áreas de Cerrado e estradas que avançam pelo interior, as nove cachoeiras do complexo mostram uma faceta diferente da região.

Tags: Mato GrossoRondonópolis
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