Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Cidades

Fundada em 1732, essa pequena cidade no interior do Goiás com ruas de pedra e casarões coloniais do século XVIII preservados no centro histórico impressionam turistas

Por Maura Pereira
23/09/2026
Em Cidades, Turismo
A primeira capital de Goiás preserva seu passado e se destaca como um dos maiores tesouros históricos do estado

Cidade de Goiás, também chamada Goiás Velho, foi a primeira capital do estado de Goiás, fundada em 1727. // Créditos: Wikipédia

Poucas cidades brasileiras conseguem preservar a malha urbana original de três séculos atrás. Fundada em 1732 pelos bandeirantes que buscavam ouro no interior do país, a Cidade de Goiás, ainda chamada por muitos de Goiás Velho, guarda as ruas de pedra, os casarões coloniais e as igrejas do ciclo do ouro que a UNESCO reconheceu em 2001 como Patrimônio Cultural da Humanidade. Foi a primeira capital do estado, terra natal da escritora Cora Coralina e palco da procissão de Semana Santa mais tradicional do Brasil.

Como Goiás Velho virou o primeiro centro histórico do Centro-Oeste reconhecido pela UNESCO?

A trajetória de preservação começou em 1950, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou os primeiros monumentos individuais da cidade, entre eles as principais igrejas e o quartel. Segundo o IPHAN, o conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico do Centro Histórico foi tombado em 1978 e, em 1981, a cidade foi elevada a Monumento Nacional por lei federal.

O reconhecimento internacional veio em 16 de dezembro de 2001, quando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) inscreveu o centro histórico na lista do Patrimônio Mundial. Segundo o IPHAN, Goiás foi o primeiro núcleo urbano oficialmente reconhecido ao oeste da linha de demarcação do Tratado de Tordesilhas, que definiu originalmente as fronteiras da colônia portuguesa. Duas semanas depois de receber o título, parte do centro histórico foi destruída por uma enchente do Rio Vermelho, e uma força-tarefa federal reconstruiu as edificações danificadas.

Os lugares mais acolhedores do interior de Goiás para descansar e renovar as energias no fim de semana
Goiás Velho, terra que respira história com ruas de pedra e centros culturais vibrantes. // Créditos: depositphotos.com / AngelaMacario

O que ver no Centro Histórico de Goiás?

O centro é pequeno e todo percorrível a pé. A malha urbana se adapta às surpresas do relevo, o que faz com que cada rua tenha um perfil próprio e cada esquina revele uma vista nova. A fiação elétrica foi enterrada nos anos 2000 para preservar a paisagem, o que dá à Cidade de Goiás um ar de cidade parada no tempo.

  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte: situada diante do Largo da Matriz, abriga o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, criado em 1968 com a coleção do escultor Veiga Valle.
  • Palácio Conde dos Arcos: antigo Palácio dos Governadores, construção do século XVIII que hoje funciona como museu.
  • Igreja de Santa Bárbara: um dos templos mais fotografados da cidade, com fachada colonial preservada.
  • Igreja de São Francisco de Paula: às margens do Rio Vermelho, no coração do centro histórico.
  • Quartel do Batalhão de Infantaria: grande construção com amplo pátio interno, localizada na Praça do Chafariz.
  • Chafariz de Cauda da Boa Morte: construído em alvenaria de pedra, com detalhes em pedra-sabão.

Por que a Casa de Cora Coralina é parada obrigatória?

A residência da escritora Cora Coralina, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira do século XX, foi construída por volta de 1782 pelo português Dr. Antônio de Souza Telles. Segundo o IPHAN, o edifício representa o modelo típico da arquitetura colonial desenvolvida no período, e foi tombado como bem individual antes do reconhecimento do conjunto histórico.

Cora Coralina (1889-1985) viveu na casa até seus últimos dias, e é ali que ela escreveu boa parte dos seus poemas mais conhecidos. O espaço hoje funciona como museu, com o acervo original preservado: o quarto, a cozinha com o fogão a lenha usado pela poetisa, as janelas voltadas para o Rio Vermelho e os manuscritos originais de sua obra. É onde melhor se entende a Cidade de Goiás que atravessou os poemas dela.

Leia Também

A cidade dos cristais, onde o chão de quartzo convive com uma das maiores concentrações de lavouras irrigadas por pivô do país

A cidade dos cristais, onde o chão de quartzo convive com uma das maiores concentrações de lavouras irrigadas por pivô do país

08/10/2026
Com 80 mil ipês coloridos e 70 parques, foi premiada pela ONU como a "Cidade Árvore do Mundo" e encanta com mais de 1 milhão delas

A capital goiana tem cerca de 950 mil árvores nas ruas e 94 m² de área verde por morador, quase oito vezes o mínimo recomendado pela ONU para uma cidade

07/10/2026
Rochas de 1 bilhão de anos e mais de 300 cachoeiras, fazem parte da chapada que a UNESCO reconheceu no coração do Cerrado

Criado com 625 mil hectares, encolhido e ampliado de novo: o parque goiano com rochas de mais de 1 bilhão de anos que a UNESCO declarou Patrimônio Natural da Humanidade

06/10/2026
Com 80 mil ipês coloridos e 70 parques, foi premiada pela ONU como a "Cidade Árvore do Mundo" e encanta com mais de 1 milhão delas

Shows gratuitos diante de prédios Art Déco tombados: a capital goiana comemora 93 anos com festa de duas semanas e palco principal numa antiga estação de trem

03/10/2026
A cidade de 1727 que preserva 90% da arquitetura original e casarões históricos encanta em meio às paisagens do cerrado
Cidade de Goiás, também chamada Goiás Velho, é patrimônio histórico com arquitetura colonial preservada. // Créditos: depositphotos.com / Cristian_Lourenco

O que faz da Procissão do Fogaréu a Semana Santa mais famosa do Brasil?

A procissão é encenada em Goiás desde 1745, quando foi trazida pelo padre espanhol João Perestello de Vasconcelos Spíndola a partir de tradições semelhantes realizadas em Sevilha, na Espanha. Segundo o Governo de Goiás, a tradição desapareceu no início do século XX e foi retomada em 1965 pela Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), que reconstruiu o ritual a partir de pesquisas junto à população local.

À meia-noite da Quarta-Feira Santa, todas as luzes do centro histórico são apagadas. Em seguida, 40 farricocos encapuzados, com túnicas coloridas, chapéus pontudos e tochas acesas, saem em silêncio da porta do Museu de Arte Sacra da Boa Morte encenando a busca e a prisão de Jesus Cristo pelos soldados romanos. O cortejo percorre as ruas de pedra ao som cadenciado de caixas, e é considerado Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Goiás desde 2023. A procissão costuma reunir dezenas de milhares de pessoas todos os anos, e é uma das tradições mais impressionantes do calendário religioso brasileiro.

Como aproveitar o Rio Vermelho e o entorno da cidade?

O Rio Vermelho corta o centro histórico e é um dos elementos mais marcantes da paisagem, com pontes de pedra que ligam as duas margens da cidade. Recebeu obras de despoluição no processo de candidatura ao título da UNESCO, e hoje é ponto de encontro dos moradores no fim da tarde.

Nos arredores da cidade, a Serra Dourada reserva trilhas, mirantes e cachoeiras que compõem o cinturão natural do município. É possível fazer bate-volta para conhecer formações rochosas do Cerrado, com vistas do vale onde a antiga Vila Boa foi fundada. A Fazenda Babilônia, propriedade rural histórica também tombada pelo IPHAN, funciona como museu e mostra como era a vida no ciclo do ouro no interior de Goiás.

O que comer na Cidade de Goiás?

A cozinha vilaboense combina raízes portuguesas com receitas do Cerrado que atravessaram gerações nas casas de família. Os pratos são servidos nos restaurantes do centro histórico, muitos deles instalados em casarões coloniais restaurados.

  • Empadão goiano: torta salgada recheada com frango, guariroba, linguiça, queijo, ovos e azeitona, um dos pratos-símbolo do estado.
  • Arroz com pequi: fruto característico do Cerrado servido com arroz e frango caipira, sabor forte e marcante.
  • Galinhada: arroz com galinha caipira, açafrão e temperos regionais, prato típico de festas familiares.
  • Guariroba: palmito amargo goiano, presente em várias receitas locais.
  • Doces caseiros: compotas de frutas do Cerrado como cagaita, buriti e jabuticaba, herança das antigas doceiras da cidade.

Como é o clima da Cidade de Goiás ao longo do ano?

A cidade tem clima tropical do Cerrado, com duas estações bem definidas: uma chuvosa entre outubro e março e outra seca entre abril e setembro. Os meses secos são a melhor época para visitar, com dias ensolarados, umidade baixa e temperaturas amenas à noite.

☀️ Verão Dez-Fev
Média: 21-31°C
Chuva: Alta
Rio Vermelho e cachoeiras da Serra Dourada.
🍂 Outono Mar-Mai
Média: 19-30°C
Chuva: Média
Procissão do Fogaréu na Semana Santa.
❄️ Inverno Jun-Ago
Média: 15-31°C
Chuva: Muito baixa
Centro Histórico e Casa de Cora Coralina.
🌸 Primavera Set-Nov
Média: 18-34°C
Chuva: Média
Fazenda Babilônia e Serra Dourada.
💡 Dica do especialista: O inverno (junho a agosto, 15°C a 31°C) apresenta precipitação muito baixa, sendo perfeito para explorar o Centro Histórico e a Casa de Cora Coralina. No verão, aproveite o Rio Vermelho e as cachoeiras da Serra Dourada com chuva alta; o outono convida para a tradicional Procissão do Fogaréu na Semana Santa; e a primavera destaca a Fazenda Babilônia e a Serra Dourada!

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à Cidade de Goiás?

A cidade fica a 148 km de Goiânia, com acesso pela GO-070, trajeto de carro de cerca de duas horas. O Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, é o mais próximo com voos regulares, e ônibus rodoviários fazem a linha diretamente entre as duas cidades. De Brasília, o trajeto é de cerca de 340 km pela BR-060 e depois pela GO-070, com paradas em Anápolis e Goiânia.

Leia também: A “Manchester Brasileira”é dona da primeira hidrelétrica da América do Sul e está atraindo brasileiros pela qualidade de vida.

Volte três séculos no tempo na antiga Vila Boa do ouro

A Cidade de Goiás é o tipo de destino que sobrevive porque o tempo passou devagar por ali. As ruas de pedra do século XVIII continuam onde os bandeirantes as abriram, o Rio Vermelho segue cortando o centro, os casarões brancos com telhados coloniais preservam o modelo original, e a Procissão do Fogaréu percorre há mais de 280 anos os mesmos becos onde Cora Coralina caminhou. É um dos poucos lugares do Brasil onde a arquitetura urbana colonial resistiu praticamente intacta.

Você precisa reservar pelo menos três dias em Goiás Velho, caminhar pelas ruas de pedra da antiga Vila Boa e entender por que essa cidade do interior goiano guarda, sem exagero, um dos centros históricos mais bem preservados do Brasil Central.

Tags: goianiaGoiás
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados