No sul de Santa Catarina, uma estrada de ferro aberta no tempo de Dom Pedro II continua cumprindo a missão para a qual foi criada. A antiga Estrada de Ferro Donna Thereza Christina, que leva o nome da última imperatriz do Brasil, ainda transporta carvão mineral pela região. Em Tubarão, onde fica a sede da ferrovia, um museu guarda locomotivas a vapor e conta a história dos trilhos que ajudaram a desenvolver o sul catarinense.
Por que a ferrovia foi construída?
Para levar o carvão até o mar. Segundo o portal NSC Total, a Estrada de Ferro Donna Thereza Christina foi criada para ligar as áreas de mineração aos portos do sul catarinense, e as obras ocorreram entre 1880 e 1884. O nome homenageia a imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II.
A obra foi grande para a época. Segundo a Câmara Municipal de Criciúma, a ferrovia original tinha uma linha principal de mais de 118 km ligando Imbituba às minas, um ramal de 7 km até Laguna, 44 pontes e pontilhões, 234 bueiros e sete estações. O portal 4oito registra que a inauguração aconteceu em 1º de setembro de 1884, em Tubarão.

Como a ferrovia mudou ao longo do tempo?
A ferrovia atravessou mais de um século de mudanças. Estes são alguns dos marcos, segundo as fontes consultadas.
Como a ferrovia funciona hoje?
Ainda com o carvão como carga principal. Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal, a Ferrovia Tereza Cristina tem 164 km de extensão e passa por 14 municípios, ligando o porto, a usina termelétrica e um terminal rodoviário. Em 2023, transportou 2,5 milhões de toneladas de carvão mineral e mais de 540 mil toneladas de cargas em contêineres, com destino ao Porto de Imbituba.
O volume acumulado impressiona. O NSC Total registra que a ferrovia transportou 78 milhões de toneladas de carvão ao longo de sua história recente. O PPI informa que a concessão atual começou em 1º de fevereiro de 1997, por um prazo de 30 anos, e que em 2026 foi aberta uma audiência pública para discutir a prorrogação do contrato.
O que o visitante encontra no Museu Ferroviário?
Locomotivas a vapor e muita história. Segundo o portal 4oito, o Museu Ferroviário de Tubarão foi criado em 1997, em uma área que antes abrigava a oficina de tratamento de dormentes, para eternizar as memórias da linha férrea e de seus funcionários. A museóloga Silvana Silva de Souza afirma que a coleção de locomotivas a vapor reúne diferentes modelos, períodos e nacionalidades.
O acervo é considerado especial. Segundo a mesma museóloga, a coleção de locomotivas a vapor do museu é a mais relevante do Brasil e da América Latina. Para quem visita Tubarão, conhecer o museu é uma forma de ver de perto as máquinas que puxaram o carvão e os passageiros pela região durante décadas, e de entender como a ferrovia ajudou a moldar a cidade.

Como é o clima de Tubarão ao longo do ano?
A chuva é bem distribuída, e o inverno é ameno. Janeiro registra 137 mm em média, enquanto julho tem 80 mm, e as temperaturas ficam entre 12°C e 28°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
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Trilhos que atravessam três séculos
A ferrovia de Tubarão mostra como uma obra do tempo do Império pode seguir útil até hoje. Criada para levar o carvão das minas ao mar, a antiga Estrada de Ferro Donna Thereza Christina continua em operação, com 164 km de trilhos e milhões de toneladas transportadas. No museu da cidade, as locomotivas a vapor guardam a memória dessa história que ajudou a desenvolver o sul catarinense.
Você precisa visitar o Museu Ferroviário de Tubarão, caminhar entre as locomotivas a vapor e lembrar que os mesmos trilhos ainda estão em uso para entender por que essa ferrovia é parte da identidade da cidade.




