Depois de um dia corrido, muita gente gosta de se sentar no fim da tarde com uma xícara de chá fumegante de erva-cidreira para tentar acalmar os pensamentos. Essa cena, tão comum em várias casas brasileiras, mistura tradição de família com a busca por um jeito simples de cuidar das emoções, do sono e do estresse do dia a dia.
O que é a erva-cidreira e como ela age no organismo
No Brasil, o nome erva-cidreira pode se referir a mais de uma planta aromática, como Melissa officinalis (melissa) e Cymbopogon citratus (capim-cidreira). Todas têm o cheirinho cítrico característico, vindo de óleos essenciais presentes nas folhas, com compostos como citral, geraniol e citronelal, ligados a efeitos relaxantes em alguns estudos.
Quando ingerida em forma de chá, cápsulas ou extratos, a erva-cidreira pode interagir com o sistema nervoso central, ajudando a modular substâncias como o GABA, associado à sensação de calma. Além disso, o próprio aroma liberado pelo chá quente ou pelo óleo essencial costuma trazer conforto imediato, reforçando o uso tradicional em momentos de tensão e mente acelerada.

Leia também: Essa simples planta está ajudando muitos brasileiros que buscam desentupir o nariz de forma natural
Quais efeitos da erva-cidreira já foram descritos no sistema nervoso
Pesquisas recentes têm olhado com mais atenção para o uso da erva-cidreira para o sistema nervoso, especialmente em situações de ansiedade leve, estresse cotidiano e dificuldade para dormir. Em geral, os participantes relatam sensação de relaxamento, melhora subjetiva da qualidade do sono e menos agitação mental no fim do dia.
Entre os mecanismos propostos, destacam-se possíveis efeitos ansiolíticos e sedativos suaves, ação antioxidante e impacto discreto na pressão arterial e na frequência cardíaca. Mesmo assim, os pesquisadores lembram que a resposta varia bastante de pessoa para pessoa, dependendo da dose, forma de preparo, espécie usada, uso de remédios e presença de doenças crônicas.
Quando a erva-cidreira pode ajudar no equilíbrio emocional
No dia a dia, a erva-cidreira costuma entrar na rotina em fases de estresse moderado, insônia ocasional ou quando a cabeça parece “não desligar”. Muita gente a usa como parte de um kit de autocuidado, junto com higiene do sono, alimentação mais leve à noite, meditação ou exercícios de respiração simples antes de deitar.
Alguns contextos em que o uso tradicional é mais frequente incluem finais de dia de trabalho intenso, períodos de provas e prazos apertados, momentos de irritabilidade leve com dificuldade de concentração e fases de sono fragmentado. Porém, se surgirem dores fortes, mudanças marcantes de humor ou suspeita de depressão e transtornos de ansiedade, o ideal é procurar ajuda profissional e usar a planta apenas como apoio complementar. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo da Angela Xavier falando com mais detalhes dos benefícios da erva-cidreira:
Quais cuidados são importantes ao usar erva-cidreira para o sistema nervoso
Plantas que agem sobre o sistema nervoso pedem atenção, mesmo sendo consideradas “naturais”. Em doses altas ou combinadas com outros remédios, a erva-cidreira pode potencializar a sonolência, interferir em medicamentos para ansiedade, depressão, epilepsia e pressão alta, ou causar mal-estar em pessoas mais sensíveis.
Nesse contexto, alguns cuidados práticos ajudam a tornar o uso mais seguro no dia a dia:
- Evitar consumo concentrado antes de dirigir ou operar máquinas por causa da possível sonolência;
- Respeitar as doses indicadas em rótulos de cápsulas, extratos e chás prontos;
- Em gestantes, lactantes, crianças e idosos, buscar orientação de um profissional de saúde;
- Observar se aparecem alergias, desconforto gástrico ou dor de cabeça após o uso;
- Não interromper tratamentos médicos ou psicológicos sem acompanhamento adequado.
Quais são os principais usos da erva-cidreira relacionados ao sistema nervoso
A tabela a seguir resume alguns usos mais conhecidos da erva-cidreira em relação ao sistema nervoso, com possíveis benefícios, riscos e formas comuns de consumo. Essas informações se baseiam em revisões científicas e protocolos de fitoterapia adotados em serviços de saúde até 2026, sempre considerando a planta como complemento, e não substituto, de tratamentos médicos.
| Uso relacionado ao sistema nervoso | Possível benefício | Forma comum de consumo | Cuidados recomendados |
|---|---|---|---|
| Ansiedade leve e estresse cotidiano | Redução da agitação, sensação de relaxamento | Chá de folhas secas ou frescas, 1 a 3 vezes ao dia | Evitar uso prolongado sem orientação; avaliar interação com ansiolíticos |
| Dificuldade para iniciar o sono | Facilitar o adormecer e melhorar a qualidade subjetiva do sono | Infusão antes de dormir ou cápsulas padronizadas | Não associar a outros sedativos sem avaliação profissional |
| Tensão muscular associada ao estresse | Relaxamento leve da musculatura e sensação de alívio | Chá morno e, em alguns casos, aromaterapia com óleo essencial | Testar em pequena quantidade inicialmente para verificar sensibilidade |
| Melhora da atenção em períodos de fadiga mental | Equilíbrio entre calma e alerta, conforme descrito em alguns estudos | Extratos padronizados em formulações específicas | Seguir dosagem indicada em produtos registrados; evitar excesso |
À medida que novas pesquisas avançam, cresce o interesse em entender melhor dose, tempo de uso e combinações da erva-cidreira com outras substâncias. Usada com responsabilidade, informação de qualidade e apoio de profissionais, essa planta tradicional pode ser uma aliada gentil no cuidado com o equilíbrio emocional e o bem-estar no cotidiano.










