Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Morador cobre todo o quintal para construir área gourmet e água das chuvas passa a descer para imóvel vizinho, garagem alaga três vezes em dois meses e prejuízo com móveis e eletrodomésticos chega a R$ 26 mil

Por Daniely Cardoso
19/09/2026
Em Notícias
Assim, o valor não seria definido simplesmente pela quantia informada por Helena, mas pelo prejuízo comprovado e pela relação desse prejuízo com o problema atribuído à obra.

Assim, o valor não seria definido simplesmente pela quantia informada por Helena, mas pelo prejuízo comprovado e pela relação desse prejuízo com o problema atribuído à obra.

Ricardo decidiu cobrir o quintal para construir uma área gourmet, instalou piso e passou a aproveitar um espaço que antes ficava exposto à chuva. Pouco depois, porém, a vizinha Helena viu sua garagem alagar três vezes em apenas dois meses e calculou em R$ 26 mil os prejuízos com móveis e eletrodomésticos atingidos pela água.

A obra pode ter mudado o caminho que a chuva fazia antes

Um quintal com terra, jardim ou outras áreas permeáveis permite que parte da água da chuva infiltre no solo. Quando uma reforma cobre grande parte dessa superfície com telhado, concreto ou revestimentos, o volume de água que precisa ser escoado rapidamente pode aumentar e passar a se concentrar em calhas, ralos e pontos de saída.

Isso não significa que qualquer piso novo provoque automaticamente alagamento no imóvel vizinho. Para relacionar a obra de Ricardo às três ocorrências, seria necessário verificar a situação anterior do terreno, as diferenças de nível, o sistema de drenagem, o destino das calhas e o comportamento da água durante chuvas semelhantes.

Quando uma reforma cobre grande parte dessa superfície com telhado, concreto ou revestimentos

Leia também: Mulher permite que irmã recém-divorciada more em apartamento vazio por alguns meses, mas situação dura 13 anos sem aluguel ou contrato; quando proprietária precisa do imóvel para morar, irmã diz que tempo de ocupação lhe deu direitos sobre o bem

O vizinho de baixo deve receber a água natural, mas existe um limite

O artigo 1.288 do Código Civil estabelece que o dono ou possuidor do imóvel inferior deve receber as águas que correm naturalmente do imóvel superior. Ao mesmo tempo, a norma determina que a condição natural e anterior do terreno inferior não pode ser agravada por obras realizadas no imóvel de cima.

Essa segunda parte é especialmente relevante no caso de Ricardo. Se uma perícia demonstrasse que a área gourmet, a impermeabilização ou a nova drenagem passaram a lançar sobre a propriedade de Helena um volume de água maior ou mais concentrado, a discussão seria diferente daquela provocada pelo escoamento natural da chuva existente antes da reforma.

Leia Também

comprar casa na Itália

Casal compra casa por R$ 472 mil, mas reforma faz custo chegar a R$ 1,2 milhão

26/09/2026
Mulher compra apartamento para complementar renda com aluguel de fim de semana e, depois de investir R$ 70 mil em móveis, condomínio proíbe entrada de hóspedes de curta temporada

Mulher compra apartamento para complementar renda com aluguel de fim de semana e, depois de investir R$ 70 mil em móveis, condomínio proíbe entrada de hóspedes de curta temporada

26/09/2026
Morador troca telhado e nova inclinação joga água diretamente sobre muro vizinho; após primeiras chuvas, infiltração aparece dentro de dois quartos

Morador troca telhado e nova inclinação joga água diretamente sobre muro vizinho; após primeiras chuvas, infiltração aparece dentro de dois quartos

26/09/2026
multa de trânsito

Funerária usa corpo de jovem morto para tentar evitar multa de trânsito e acaba condenada

26/09/2026

Direcionar ou concentrar água para outro imóvel também pode gerar cobrança

O Código Civil trata ainda de situações em que a água é artificialmente levada ou recolhida em um imóvel e depois segue para a propriedade inferior. O artigo 1.289 prevê que o proprietário prejudicado pode reclamar que essas águas sejam desviadas ou pedir indenização pelo prejuízo sofrido.

Uma calha que concentra toda a chuva do telhado e termina voltada para a divisa, por exemplo, pode exigir análise diferente da chuva que simplesmente segue a inclinação natural do terreno. Em uma disputa real, fotografias, vídeos durante tempestades e uma avaliação técnica de drenagem poderiam ajudar a identificar de onde a água realmente está vindo.

Os R$ 26 mil precisariam ser demonstrados com documentos

Helena não precisaria apenas provar que sua garagem alagou. Para cobrar os R$ 26 mil, seria importante reunir notas fiscais, orçamentos, fotografias dos bens danificados, comprovantes de reparo e outros documentos capazes de mostrar quais perdas foram efetivamente causadas pelas inundações.

O artigo 944 do Código Civil estabelece que a indenização é medida pela extensão do dano. Assim, o valor não seria definido simplesmente pela quantia informada por Helena, mas pelo prejuízo comprovado e pela relação desse prejuízo com o problema atribuído à obra.

Helena não precisaria apenas provar que sua garagem alagou

Responsabilidade depende de provar dano e relação com a reforma

Os artigos 186 e 927 do Código Civil estabelecem, em linhas gerais, que quem causa dano a outra pessoa por ação, omissão, negligência ou imprudência pode ficar obrigado a repará-lo. No caso da chuva, porém, seria necessário demonstrar que houve conduta atribuível ao morador e ligação entre essa conduta e os alagamentos.

Ricardo poderia apresentar uma explicação diferente, como deficiência antiga da drenagem da rua, entupimento de tubulações, chuva excepcional ou problema existente no próprio imóvel vizinho. Por isso, repetir o alagamento após a reforma é uma pista relevante, mas uma perícia de engenharia pode ser decisiva para determinar a origem e a contribuição de cada fator.

O que Ricardo deveria fazer antes de o conflito aumentar

Uma saída prática seria Ricardo contratar um profissional para verificar calhas, ralos, inclinação do piso e destino das águas pluviais, corrigindo rapidamente qualquer lançamento inadequado para o terreno vizinho. Helena, por sua vez, deveria registrar cada ocorrência e guardar provas dos danos, pois uma solução pode envolver tanto adequação da drenagem quanto eventual ressarcimento dos prejuízos comprovados.

Esta é uma história fictícia: Ricardo, Helena, os três alagamentos e o prejuízo de R$ 26 mil foram criados apenas para ilustrar um conflito possível entre vizinhos depois de uma obra que altera o escoamento da chuva. O contexto serve somente para ilustrar e não determina o resultado de um caso real, que dependeria das características dos imóveis, das provas disponíveis, das regras municipais e de avaliação técnica e jurídica específica.

Tags: direitoEngenhariaimóveisLegislação
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados