Em muitas cidades, as igrejas são decoradas com mármore, ouro ou azulejos. Em Ametista do Sul, no norte do Rio Grande do Sul, as paredes do templo principal brilham com cristais roxos. A cidade cresceu em torno da extração de ametista, uma variedade de quartzo de cor violeta, e transformou antigas galerias de garimpo em atrações turísticas subterrâneas. O resultado é um destino em que a pedra está na fé, na economia e até no nome do município.
Por que a igreja de Ametista do Sul é diferente?
Pelo revestimento de pedras. Segundo a Prefeitura de Ametista do Sul, a Igreja Matriz São Gabriel é a única no mundo revestida em pedras ametistas, com mais de 40 toneladas de cristais, e seu altar é decorado com geodos de ametista, o que atrai visitantes de várias partes do mundo.
O geodo é uma cavidade na rocha revestida por dentro de cristais. Segundo o jornal Gazeta do Povo, além dos geodos, a região produz drusas, conjuntos de cristais que crescem sobre uma superfície plana. Os dois tipos aparecem na igreja, nos museus e nas lojas da cidade.

Como a cidade se formou ao redor da ametista?
Com o garimpo. A Prefeitura registra que, nos anos 1950, foram construídas no local a primeira escola e a primeira igreja, e que, na década de 1970, a extração de pedras semipreciosas, principalmente ametistas, citrinos, gipsitas e ágatas, teve grande desenvolvimento. O antigo distrito de São Gabriel foi emancipado em 20 de março de 1992 e recebeu o nome de Ametista do Sul.
Os túneis mudaram a mineração. Segundo o portal Olhar Digital, nos anos 1970 empresas exportadoras passaram a investir na região, e os poços deram lugar a túneis, conhecidos como furnas. A mesma reportagem registra que a ametista foi escolhida como mineral símbolo do Rio Grande do Sul.
O que visitar em Ametista do Sul?
Boa parte dos passeios acontece debaixo da terra. Estes são alguns dos destaques.
Como é a experiência nos túneis?
Uma viagem para dentro da rocha. Segundo a Gazeta do Povo, o Ametista Parque Museu é uma exposição permanente instalada em uma galeria subterrânea entre túneis de mineração, e uma das galerias funciona como espaço de degustação, com paredes repletas de cristais de ametista incrustados no basalto da antiga mina.
Os achados impressionam. A Gazeta do Povo registra que a maior pedra de ametista do Brasil foi encontrada na cidade em 2002 e que, segundo a Prefeitura, é uma das maiores peças naturais do país. Para o visitante, caminhar pelos túneis é ver de perto o ambiente onde os cristais se formaram e de onde saíram as pedras que hoje decoram casas e igrejas.

Como é o clima de Ametista do Sul ao longo do ano?
A chuva é bem distribuída, e o inverno é frio. Outubro registra 241 mm em média, enquanto agosto tem 108 mm, e julho tem mínima de 10°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Uma cidade que nasceu de uma pedra
Ametista do Sul mostra como uma riqueza mineral pode definir a identidade de um lugar. A cidade que cresceu com o garimpo dos anos 1970 ganhou o nome da pedra, revestiu sua igreja com mais de 40 toneladas de cristais e transformou túneis de mineração em museus, adegas e restaurantes. Entre geodos, drusas e paredes violetas, o visitante descobre um destino que brilha por dentro.
Você precisa entrar na Igreja Matriz São Gabriel, caminhar pelos túneis das antigas minas e ver os cristais incrustados na rocha para entender por que essa cidade gaúcha tem o nome da pedra roxa.




