A brisa do mar acompanha o cotidiano de Vila Velha, no litoral do Espírito Santo, uma cidade que nasceu em 1535 como a primeira capital da capitania e hoje se destaca pela combinação entre praias urbanas, infraestrutura consolidada e um dos melhores índices de desenvolvimento humano do estado. Entre o passado colonial e a vida moderna, o município mantém uma identidade forte ligada à origem do Espírito Santo.
Como é viver entre praias e boa infraestrutura?
Com cerca de 506 mil habitantes distribuídos por mais de 90 bairros, Vila Velha tem 99,5% da população vivendo na zona urbana. O IDH municipal chega a 0,800, o segundo mais alto do estado, conforme o IBGE. A cidade está a apenas 14 km de Vitória pela Terceira Ponte, garantindo acesso rápido ao aeroporto, hospitais de referência e universidades da capital.
Entre os bairros mais movimentados, Praia da Costa, Itapoã e Itaparica concentram escolas, shoppings, supermercados e calçadões à beira-mar. Para os moradores, a rotina combina o movimento urbano com o costume de caminhar pela orla no fim do dia. O custo de vida costuma ser mais acessível que o da vizinha Vitória, enquanto o mercado imobiliário passa por forte valorização: em 2024, Vila Velha registrou a segunda maior alta de preço por metro quadrado do país, segundo o índice FipeZap.

Como Vila Velha se tornou o berço do Espírito Santo?
Foi em 23 de maio de 1535 que o donatário português Vasco Fernandes Coutinho desembarcou na região onde hoje está a Prainha, acompanhado por aproximadamente 60 homens. O episódio marcou a fundação oficial da capitania e ocorreu em um contexto religioso que levou a nova terra a receber o nome de Espírito Santo, tendo Vila Velha como sua primeira sede administrativa.
Anos mais tarde, em 1549, a capital foi transferida para Vitória, e o antigo núcleo colonial passou a ser conhecido como Vila Velha, mantendo sua importância na formação histórica do estado. Foi também nesse período que surgiu o apelido “canelas-verdes”, atribuído pelos povos indígenas à aparência dos primeiros colonizadores e que continua presente na cultura e na identidade dos moradores.
O vídeo é do canal Cidades do Interior, que possui mais de 73 mil inscritos, e apresenta 10 motivos para escolher a cidade como lar, destacando o Convento da Penha, a conhecida fábrica de chocolates da Garoto e o alto IDH da região.
Quais passeios fazem parte da rotina de Vila Velha?
Ao longo dos 32 km de litoral, Vila Velha reúne praias urbanizadas e áreas de restinga preservada, criando alternativas de lazer para diferentes perfis.
- Praia da Costa: possui calçadão movimentado, quiosques, ciclovia e vista para o Morro do Moreno, utilizado pelos moradores para trilhas e rapel.
- Convento da Penha: construído a partir de 1558 sobre um penhasco de 154 metros, é o principal monumento religioso do estado e foi tombado pelo IPHAN em 1943. Recebe mais de 3 milhões de visitantes por ano e sedia a Festa da Penha, que reúne cerca de 700 mil fiéis em uma romaria de 14 km.
- Farol de Santa Luzia: construção do século XIX que funciona como cartão-postal e oferece vista panorâmica da baía de Vitória.
- Museu da Garoto: localizado onde nasceu a fábrica de chocolates, oferece visitas guiadas acompanhadas de degustação. O aroma dos chocolates também marca o bairro da Glória.
- Parque Natural Municipal de Jacarenema: preserva áreas de restinga e manguezal, com trilhas ecológicas próximas ao centro.
O que chega à mesa com sabor do Espírito Santo?
Na culinária de Vila Velha, a tradição costeira capixaba aparece em receitas preparadas nos restaurantes da orla e da Prainha, combinando influências indígenas e portuguesas.
- Moqueca capixaba: preparada em panela de barro com urucum e peixe fresco, não utiliza azeite de dendê nem leite de coco, diferentemente da versão baiana.
- Torta capixaba: prato tradicional da Semana Santa, preparado com frutos do mar, palmito e ovos.
- Peroá frito: peixe típico da região, servido inteiro e crocante nos quiosques instalados junto às praias.
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Quando o clima favorece cada tipo de programa?
O clima tropical quente garante temperaturas agradáveis o ano inteiro. A brisa marítima suaviza o calor mesmo nos meses mais quentes.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Quais são os caminhos para chegar e se locomover por Vila Velha?
Quem chega de avião utiliza principalmente o Aeroporto de Vitória (VIX), que recebe voos diretos das principais capitais brasileiras e fica a menos de 20 minutos de Vila Velha. Para quem viaja de carro, o município está a aproximadamente 520 km do Rio de Janeiro, com acesso pela BR-101, uma das principais rodovias do Sudeste.
Já os deslocamentos pela região metropolitana contam com o sistema Transcol, responsável por conectar Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica por meio de terminais rodoviários. Entre a cidade e a capital, a Terceira Ponte concentra grande parte do fluxo diário de moradores que se deslocam para trabalhar, estudar ou aproveitar momentos de lazer.
O berço capixaba que continua atraindo moradores
Quase 500 anos de história convivem em Vila Velha com uma rotina urbana que encontra o litoral logo ao final das ruas. Reconhecida como o berço do Espírito Santo, a cidade combina indicadores sociais elevados, uma extensa faixa costeira e o tradicional Convento da Penha, que desde 1558 domina a paisagem da Baía de Vitória e aproxima patrimônio histórico e natureza.
A travessia pela Terceira Ponte revela rapidamente essa mistura entre metrópole e praia que caracteriza o município. No cotidiano, a identidade canela-verde também aparece na gastronomia, com a tradicional moqueca capixaba preparada na panela de barro, enquanto o pôr do sol visto do Morro do Moreno fecha o dia diante de um dos cenários mais emblemáticos da região.



