Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Entretenimento

Família aluga casa com piscina e, quando a bomba deixa de funcionar, proprietário exige que os inquilinos paguem o conserto; discussão envolve o contrato e a origem do defeito

Por Bruno Vaz
20/10/2026
Em Entretenimento
manutenção da piscina no aluguel

Uma bomba de piscina pode apresentar problemas por desgaste natural, falhas elétricas, falta de manutenção ou utilização inadequada.

Marina e Rafael alugaram uma casa com piscina, mas a bomba de filtragem parou de funcionar poucas semanas depois. O proprietário, Sérgio, exigiu que o casal pagasse o conserto, iniciando uma discussão sobre quem deve arcar com o prejuízo.

Proprietário cobra conserto e surpreende família

Na situação fictícia, Marina conta que a família utilizava a piscina normalmente quando percebeu que a água havia parado de circular. Ao comunicar o problema, recebeu uma resposta inesperada: Sérgio afirmou que a manutenção da piscina era responsabilidade dos inquilinos e que eles deveriam pagar pelo reparo.

Rafael discordou da cobrança. Segundo ele, ninguém havia mexido no equipamento, e o contrato não deixava claro quem pagaria pela substituição de peças ou por defeitos mecânicos. Sem saber a causa da falha, o casal decidiu solicitar uma avaliação técnica antes de assumir qualquer despesa.

O defeito da bomba pode mudar quem paga

Uma bomba de piscina pode apresentar problemas por desgaste natural, falhas elétricas, falta de manutenção ou utilização inadequada. Por isso, o simples fato de o equipamento parar durante a locação não significa automaticamente que o inquilino seja responsável pelo conserto.

Se o problema já existia antes da entrega do imóvel, ainda que não fosse aparente, a responsabilidade tende a ser do proprietário. Por outro lado, caso fique comprovado que o equipamento foi danificado por uso indevido dos moradores, eles poderão ser responsabilizados pelo reparo.

O que diz a Lei do Inquilinato?

A Lei nº 8.245/1991, conhecida como Lei do Inquilinato, estabelece no artigo 22 que o proprietário deve entregar o imóvel em condições adequadas de uso e responder pelos defeitos anteriores à locação. Isso também pode alcançar equipamentos que fazem parte da estrutura oferecida ao inquilino.

Leia Também

Homem compra quadro por R$ 120 em feira de usados e, meses depois, especialista diz que obra pode valer R$ 40 mil; antigo vendedor aparece pedindo peça de volta

Homem compra quadro por R$ 120 em feira de usados e, meses depois, especialista diz que obra pode valer R$ 40 mil; antigo vendedor aparece pedindo peça de volta

22/10/2026
Casal compra portão eletrônico para facilitar rotina com bebê e passa três meses chamando assistência porque equipamento trava quase toda semana

Casal compra portão eletrônico para facilitar rotina com bebê e passa três meses chamando assistência porque equipamento trava quase toda semana

21/10/2026
Família passa cinco meses economizando para pintar casa inteira, paga R$ 9 mil pelo serviço e vê tinta começar a descascar antes de completar dois meses

Família passa cinco meses economizando para pintar casa inteira, paga R$ 9 mil pelo serviço e vê tinta começar a descascar antes de completar dois meses

21/10/2026
Família encomenda 120 doces sem leite para aniversário de criança alérgica e descobre depois da primeira mordida que parte do recheio foi feita com ingrediente comum

Família encomenda 120 doces sem leite para aniversário de criança alérgica e descobre depois da primeira mordida que parte do recheio foi feita com ingrediente comum

21/10/2026

Já o artigo 23 determina que o locatário deve cuidar do imóvel e reparar danos provocados por ele, seus familiares ou visitantes. A legislação diferencia, portanto, o desgaste normal dos prejuízos causados pelos ocupantes, tornando a origem do defeito decisiva para definir a responsabilidade.

Leia também: Árvore do quintal vizinho cai sobre o carro durante a ventania do ciclone e o dono cobra R$ 14 mil de conserto; o vizinho diz que foi força da natureza e se recusa a pagar

O contrato pode obrigar o inquilino a pagar?

O contrato pode estabelecer quem realizará a limpeza da piscina, a manutenção periódica e outros cuidados rotineiros. Entretanto, uma cláusula genérica sobre manutenção não significa, necessariamente, que o morador deva pagar pela troca de uma bomba antiga que apresentou defeito sem sua culpa.

No caso de Marina e Rafael, uma vistoria realizada na entrada do imóvel poderia ajudar a esclarecer as condições do equipamento. Fotografias, mensagens, registros de manutenção e um laudo técnico também serviriam para verificar se houve desgaste, falha preexistente ou utilização incorreta.

Como agir quando o proprietário exige o pagamento?

O primeiro cuidado é comunicar o defeito por escrito e guardar as conversas. Também é recomendável solicitar um diagnóstico técnico que identifique a provável causa da falha, conferir as cláusulas do contrato e comparar o problema com o laudo de vistoria inicial, quando disponível.

Marina e Rafael podem propor uma avaliação conjunta antes de autorizar o serviço ou aceitar a cobrança. Enquanto o conflito não for resolvido, devem evitar utilizar a bomba defeituosa e não descontar valores do aluguel por iniciativa própria, sem acordo ou orientação jurídica.

Existe ainda uma regra para reparos urgentes de responsabilidade do proprietário: conforme o artigo 26 da Lei do Inquilinato, se as obras durarem mais de 10 dias, poderá haver abatimento proporcional do aluguel pelo período excedente; acima de 30 dias, o inquilino poderá encerrar o contrato. Isso não significa que qualquer defeito na piscina gere automaticamente esses direitos, pois é necessário avaliar as circunstâncias.

Para o casal, o caminho mais seguro é documentar o problema e buscar um acordo baseado nas condições do contrato e na causa comprovada da falha. Se a cobrança continuar sem solução, a família poderá procurar orientação jurídica para avaliar seus direitos antes de assumir o custo do reparo.

Tags: direitoimóveisLegislaçãoMoradia
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados