Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Vizinho de baixo derruba parede em reforma sem apresentar laudo de engenheiro (ART), o piso do apartamento de cima começa a estalar com rachaduras na sala e o morador em pânico aciona a Defesa Civil; o caso bota em xeque a fiscalização de síndicos em obras internas

Por Daniely Cardoso
07/08/2026
Em Curiosidades
Disposto a integrar os ambientes da sala e da cozinha, o morador contratou operários informais para demolir a alvenaria divisória do apartamento.

Disposto a integrar os ambientes da sala e da cozinha, o morador contratou operários informais para demolir a alvenaria divisória do apartamento.

O morador Marcos ouviu o estrondo vindo do andar de baixo e, em poucas horas, viu o piso da sala estalar enquanto fissuras profundas cortavam suas paredes. O vizinho havia derrubado uma parede estrutural em uma reforma sem laudo condomínio, sem autorização prévia. A história é fictícia, mas retrata o pânico de quem vê a segurança do lar ameaçada e aciona a Defesa Civil.

Como começou a reforma no apartamento do andar de baixo?

A rotina no edifício residencial parecia pacífica até o proprietário da unidade inferior iniciar uma obra de modernização sem aviso prévio. Disposto a integrar os ambientes da sala e da cozinha, o morador contratou operários informais para demolir a alvenaria divisória do apartamento.

Sem consultar engenheiro ou apresentar laudo técnico à administração do prédio, a obra seguiu a todo vapor durante quatro dias. O empenho para renovar o imóvel ignorou os limites impostos pelos direitos de vizinhança, colocando em risco a estabilidade do prédio de 12 andares.

Em poucas horas, pequenas trincas no piso cerâmico transformaram-se em fissuras diagonais que subiam pelas paredes e travavam as portas dos quartos.

Leia também: Proprietário despeja 15 caminhões de terra para nivelar o lote em relação à rua, usa o muro simples de alvenaria do vizinho como contenção sem fazer estrutura de arrimo e o muro cede sob a pressão da terra molhada após a primeira chuva forte.

O que aconteceu quando o piso da sala começou a estalar e rachar?

A poeira da demolição ainda cobria o corredor quando Marcos percebeu o rangido atípico sob os pés na sala de estar. Em poucas horas, pequenas trincas no piso cerâmico transformaram-se em fissuras diagonais que subiam pelas paredes e travavam as portas dos quartos.

Diante do risco iminente de colapso estrutural, o morador tentou embargar a obra pessoalmente, mas encontrou resistência do vizinho. Sem alternativa, acionou emergencialmente os engenheiros da Defesa Civil, que vistoriaram o local e interditaram preventivamente os dois apartamentos atingidos.

Leia Também

Jovem casal gasta R$ 50 mil para construir uma laje na casa da avó com autorização verbal, a idosa falece e os tios exigem a demolição da estrutura para vender o imóvel no inventário

Jovem casal gasta R$ 50 mil para construir uma laje na casa da avó com autorização verbal, a idosa falece e os tios exigem a demolição da estrutura para vender o imóvel no inventário

07/08/2026
Mulher constrói edícula nos fundos do terreno da sogra, investe R$ 120 mil economizados em 6 anos de casamento e, após o divórcio, é expulsa do local; ela descobre na Justiça que construções em terreno alheio pertencem ao dono da terra, restando apenas o direito de indenização se provar a boa-fé

Mulher constrói edícula nos fundos do terreno da sogra, investe R$ 120 mil economizados em 6 anos de casamento e, após o divórcio, é expulsa do local; ela descobre na Justiça que construções em terreno alheio pertencem ao dono da terra, restando apenas o direito de indenização se provar a boa-fé

07/08/2026
Proprietário despeja 15 caminhões de terra para nivelar o lote em relação à rua, usa o muro simples de alvenaria do vizinho como contenção sem fazer estrutura de arrimo e o muro cede sob a pressão da terra molhada após a primeira chuva forte.

Proprietário despeja 15 caminhões de terra para nivelar o lote em relação à rua, usa o muro simples de alvenaria do vizinho como contenção sem fazer estrutura de arrimo e o muro cede sob a pressão da terra molhada após a primeira chuva forte.

06/08/2026
Morador levanta muro de 3 metros de altura na divisa lateral usando alvenaria simples sem colunas de sustentação, a estrutura verga com o vento forte e ameaça cair sobre a área de lazer do vizinho

Morador levanta muro de 3 metros de altura na divisa lateral usando alvenaria simples sem colunas de sustentação, a estrutura verga com o vento forte e ameaça cair sobre a área de lazer do vizinho

06/08/2026

O que o Código Civil e as normas técnicas dizem sobre reforma sem laudo em condomínio?

O pânico gerado pela remoção da parede encontra enquadramento direto na legislação de edificações. A NBR 16.280 da Associação Brasileira de Normas Técnicas exige que qualquer intervenção em condomínios apresente plano de reforma assinado por engenheiro ou arquiteto com ART ou RRT antes do primeiro martelaço.

Além das diretrizes técnicas, o Código Civil brasileiro estabelece em seu artigo 1.277 que o proprietário tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança de seu sossego. Já o artigo 1.336 veda expressamente obras que comprometam a solidez da edificação.

A omissão da gestão condominial diante de reformas irregulares pode gerar responsabilização civil e criminal para o gestor.

A fiscalização em condomínios existe para burocratizar as obras ou proteger vidas?

As exigências burocráticas e a apresentação de documentos técnicos não foram criadas para dificultar melhorias estéticas nas unidades. Elas existem porque alterações em elementos estruturais sem cálculo de carga podem desencadear sinistros graves e comprometer todo o edifício em instantes.

Para equilibrar o direito de propriedade com a segurança coletiva, a Constituição Federal e o ordenamento jurídico priorizam a incolumidade pública. A lei estabelece que o interesse coletivo sobrepõe-se à autonomia individual no uso da propriedade privada.

Qual é a responsabilidade do síndico ao fiscalizar obras em áreas privativas?

A omissão da gestão condominial diante de reformas irregulares pode gerar responsabilização civil e criminal para o gestor. Conforme o artigo 1.348 do Código Civil, cabe ao síndico diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns, podendo exigir a paralisação imediata de obras não autorizadas.

Para paralisar uma intervenção perigosa que recuse a entrega de laudos, a legislação oferece ferramentas jurídicas de urgência fundamentadas no Código de Processo Civil.

As medidas cabíveis para conter a reforma sem laudo condomínio incluem:

01
Notificação extrajudicial: envio de advertência formal exigindo a paralisação imediata e apresentação de documentos técnicos.
02
Aplicação de multas: imposição de sanções financeiras previstas na convenção condominial ao condômino infrator.
03
Ação de embargo de obra: pedido de liminar na Justiça para interdição judicial com apoio de força policial.

O que muda quando comparamos a atitude do vizinho com o caminho legal?

A diferença entre a conduta do vizinho de Marcos e uma intervenção regimental em condomínio não está no desejo de reformar, mas no cumprimento rigoroso do protocolo de segurança técnica.

A comparação entre a obra irregular e as exigências estabelecidas pela legislação fica clara na tabela:

EtapaO que o vizinho fezO que a lei exige
Análise técnicaIniciou a demolição sem laudoContratação de engenheiro com ART
Aprovação do síndicoIgnorou a gestão do prédioEnvio prévio do plano de reforma
Execução da obraUsou mão de obra informalAcompanhamento profissional habilitado
Sinais de danoRecusou interromper a demoliçãoParalisação imediata ao notar trincas
Reparação de danosEnfrentou interdição da Defesa CivilRessarcimento integral dos prejuízos

O que se aprende com a história de Marcos?

A história de Marcos é fictícia, mas a tensão de ver a estrutura do lar rachar reflete uma realidade comum em condomínios pelo Brasil. A vontade de renovar o imóvel não era o problema. O erro esteve em pular as etapas técnicas exigidas antes do primeiro martelaço.

Quem realmente quer reformar um imóvel em condomínio precisa seguir esse roteiro: contratar profissional habilitado, emitir o laudo de responsabilidade técnica e submeter o projeto ao síndico antes do início. É mais burocrático do que quebrar paredes por conta própria. Mas é o procedimento que protege vidas e evita processos.

Tags: Código Civilcondomíniolaudo técnicoreforma
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados