Complexo Penitenciário

Após fuga de presos, Seape pretende desativar CDP, unidade mais antiga da Papuda

O secretário da Seape, Agnaldo Curado, se reunirá, na manhã desta quinta-feira (15/10) com a juíza titular da VEP para tratar do destino da unidade prisional

Darcianne Diogo
postado em 14/10/2020 21:32
 (crédito: Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 14/8/15)
(crédito: Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 14/8/15)

Após a fuga de 17 detentos do Complexo Penitenciário da Papuda, na madrugada desta quarta-feira (14/10), o secretário de Administração Penitenciária do DF (Seape), Agnaldo Curado, se reunirá, na manhã desta quinta-feira (15/10), com a juíza titular da Vara de Execuções Penais (VEP), Leila Cury, para tratar sobre o destino do Centro de Detenção Provisória I (CDP I)

Em entrevista ao Correio, o secretário afirmou que a pretensão é desativar todo o complexo e transferir os presos para o CDP II e II. No II, são abrigados os detentos recém-chegados da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde ficam de 14 a 21 dias em quarentena em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. "Iremos levar essa proposta para a juíza para ver se ela acata. O nosso plano B é reformar a estrutura", frisou. 

Fundado em 1973, o CDP I é a unidade mais antiga do sistema prisional e evidencia a superlotação. Lá, estão lotados 3.409 internos, mas a capacidade é de 1.679. "A Seape está recebendo CDP's novos, com segurança e reforçados em tecnologia. Vamos propor essa ideia. O CDP III não está sendo utilizado, ainda, pois tem umas pendências de água e luz. Mas tudo depende da autorização da VEP", destacou o secretário. 

Nesta quarta-feira, a juíza Leila Cury e membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) visitaram o CDP I e entrevistaram policiais penais e presidiários. 

Fuga

A fuga dos 17 detentos aconteceu na madrugada desta quarta-feira. Os presos usaram uma espécie de faca artesanal, produzida por eles próprios, para cavar um buraco no telhado. A ação durou quatro dias, segundo fontes policiais. 

Até a última atualização dessa reportagem, 11 dos 17 foragidos tinham sido recapturados pelas forças de segurança. Cinco deles foram pegos pela Polícia Civil em uma casa, em São Sebastião. Seis permanecem nas ruas. São eles: Paulo Henrique de Santana Pereira Souza, Wanderson da Silva Santos, Erison Vieira de Moraes, Gabriel Nathan da Rocha Bessio, Carlos Cauan da Silva Campos e Lucas Caldeira da Silva. 

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