PREOCUPAÇÃO

Covid-19: Leitos de UTI têm ocupação de 95% na rede pública do DF

Situação alarmante pesou na decisão, tomada na noite desta quinta (25/2), de aderir ao lockdown na próxima semana. Taxa diz respeito à rede pública e a leitos particulares contratados pelo GDF, dos quais três estão com ocupação máxima

Ana Isabel Mansur
postado em 26/02/2021 11:04 / atualizado em 26/02/2021 11:05
Dos 179 leitos de UTI da rede pública do DF, apenas 13 estão livres -  (crédito: Breno Esaki/Agência Saúde)
Dos 179 leitos de UTI da rede pública do DF, apenas 13 estão livres - (crédito: Breno Esaki/Agência Saúde)

Um dia após o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretar lockdown a partir da próxima segunda (29/2), entre 20h e 5h, o DF amanheceu com 95,83% dos leitos de UTI para covid-19 ocupados. O cálculo diz respeito à rede pública do DF e aos leitos contratados em hospitais particulares pelo Executivo local.

O DF tem, ao todo, 179 leitos de UTI destinados ao tratamento da covid-19. Desse total, 13 estão livres, quatro estão bloqueados e aguardam liberação, e 162 estão ocupados.

Entre os hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em dois as camas de terapia intensiva separadas para a covid-19 estão 100% ocupadas. O Hospital de Campanha da Polícia Militar está com 98,75% de lotação. O restante, com exceção do Hospital da Criança de Brasília (HCB), tem taxa de ocupação de 50%. A unidade pediátrica está com 33% das vagas ocupadas.

Dos cinco hospitais contratados, quatro são particulares e um, o Hospital Universitário de Brasília (HUB), é vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Três hospitais empregados pelo GDF estão com os leitos de UTI para covid-19 completamente ocupados. Um deles está com lotação de 85% e outro tem ocupação de 94,12%.

Lockdown

Nesta quinta-feira (25/2) à noite, mesmo dia em que descartou a possibilidade de um lockdown no DF, Ibaneis decidiu adotar medidas mais restritivas para evitar a proliferação da covid-19. A partir de segunda-feira (1º/3), todas as atividades econômicas ficarão suspensas das 20h às 5h, com exceção de serviços essenciais.

É a primeira vez que o DF tem uma medida mais drástica de circulação desde o início da pandemia de covid-19. Ao Correio, Ibaneis declarou que “as UTIs me fizeram mudar de ideia”, em relação à decisão pelo lockdown.

Outra decisão tomada pelo GDF na noite desta quinta-feira (25/2) é o adiamento do retorno presencial de alunos da rede pública de ensino, que chegou a ser anunciado para 8 de março.


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