RASTRO DE DESTRUIÇÃO

"Disse que ia me matar", recorda caseiro que trocou tiros com Lázaro

Na noite desta segunda-feira (14/6), Lázaro Barbosa Sousa teria invadido outra chácara e trocado tiros com o caseiro. Segundo o funcionário, o suspeito disse que tinha sido alvejado

Darcianne Diogo
postado em 14/06/2021 23:53 / atualizado em 15/06/2021 00:29
 (crédito: Polícia Civil/Divulgação)
(crédito: Polícia Civil/Divulgação)

O caseiro que trocou tiros com o suspeito de matar uma família no DF, Lázaro Barbosa Sousa, 33 anos, na noite desta segunda-feira (14/6), relatou aos policiais como tudo aconteceu. Policiais civis, militares, penais e rodoviários federais montaram um cerco ao redor das fazendas, atrás do município de Edilândia (GO).

Segundo o caseiro, que não teve a identidade revelada, ele tinha certeza que Lázaro iria invadir a fazenda. "Eu tinha certeza que ele ia passar aqui hoje. Até falei aos policiais que se eles quisessem montar uma base aqui, poderiam", relatou.

O homem contou que, por segurança, trouxe a mulher até Edilândia e voltou para a fazenda. "Ouvimos um barulho e gritei com ele. Ele disse que ia entrar e o rapaz que estava comigo falou que iria ligar para a polícia, foi quando ele atirou e revidamos", afirmou.

O funcionário não ficou atingido e, de acordo com ele, o suspeito gemeu e disse: "Desgraçado, você me acertou, mas eu vou te matar". "Foi quando eu desliguei o relógio e falei que se ele entrasse eu ia matar ele", afirmou.

O Correio acompanhou as buscas da polícia pelo suspeito na região onde ficam as fazendas. Todo o perímetro foi cercado. Mais de 200 policiais trabalham intensamente há mais de seis dias para tentar localizar Lázaro. As forças de segurança usam drones, cães farejadores e helicópteros.

Só da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), são mais de 100 homens dos mais diversos batalhões (Bope, Patamo, Bavop, Choque, Rural e Ambiental). O coronel Jorge Eduardo Naime, chefe do Departamento de Operações da PMDF, afirmou que a equipe está ocupando fazendas da região para garantir a segurança da população. "Nossas viaturas vão patrulhar as vias de acesso rural e rodovias. Nossa principal motivação, além de ser capturar o autor, é evitar que ele ataúde mais pessoas", afirmou.

Questionado sobre a repercussão do caso, o coronel frisou que essa é uma oportunidade para discutir a polícia no país e mostrarmos que trabalhar de forma conjunta é melhor e mais interativa", pontuou.

Lázaro é investigado por cometer uma série de crimes, como roubos, homicídios e estupros. Neste domingo (13/6), Lazáro entrou em uma chácara de Cocalzinho e levou o carro, um corsa Vermelho. O proprietário do imóvel não estava na residência e, quando chegou, encontrou a casa revirada e sentiu falta do veículo.

O automóvel foi encontrado abandonado na BR-070, entre Edilândia e Cocalzinho. Segundo informações, Lázaro largou o veículo e fugiu para o mato. "É um criminoso psicótico. Ele está em surto e tem grande experiência na região. Conhece a área e os esconderijos", afirmou o coronel.

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