PLATAFORMA

Feminicídio: secretaria cria painel eletrônico para monitorar casos no DF

Informações ficarão disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Objetivo é ajudar diferentes segmentos da sociedade e do governo local a pensar políticas para combater casos de violência contra a mulher

Correio Braziliense
postado em 21/06/2021 23:57 / atualizado em 21/06/2021 23:58
 (crédito: Pacífico/CB/D.A Press)
(crédito: Pacífico/CB/D.A Press)

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) lançou, nesta segunda-feira (21/6), uma ferramenta para acompanhar casos de violência contra a mulher. A pasta criou um painel interativo que registra feminicídios, cujo objetivo é proporcionar transparência às ocorrências e permitir o acompanhamento delas por diferentes segmentos da sociedade e do governo local.

O lançamento da plataforma ocorreu durante solenidade no Salão Nobre do Palácio do Buriti. O conteúdo ficará disponível por meio de tecnologia de Business Intelligence (inteligência de negócios, em tradução livre), semelhante ao usado no Painel Covid-19 no Distrito Federal, da Secretaria de Saúde.

A plataforma divulgará informações detalhadas sobre todos os feminicídios registrados no Distrito Federal. Os números partem de análises e estudos da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios (CTMHF) da SSP-DF.

O levantamento considera casos registrados desde a publicação da Lei nº 13.104, em março de 2015, para tipificar esse tipo de crime. A ferramenta permite fazer pesquisas, como por local de maior incidência, idade das vítimas ou por região administrativa das mulheres assassinadas.

A iniciativa faz parte do programa Mulher Mais Segura, lançado em março pela SSP-DF, para coordenar iniciativas de proteção e prevenção de crimes praticados contra elas. O material poderá subsidiar gestores públicos, o Judiciário, acadêmicos, imprensa e população. As informações passarão por atualizações sistemática e ficarão disponíveis pelo site da SSP-DF.

Durante a solenidade, o vice-governador Paco Britto (Avante) destacou a força da união entre diferentes órgãos do Executivo local. "O maestro Ibaneis Rocha quer todas as secretarias e órgãos de segurança trabalhando em conjunto, pois a violência doméstica contra a mulher é uma violação aos direitos humanos, com forte impacto na saúde pública, devido às alterações significativas no estado psicossocial das vítimas", declarou.

Onde pedir ajuda?

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência — Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Telefone: 180 (disque-denúncia)

Centro de Atendimento à Mulher (Ceam)
» De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
» Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia, Planaltina

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)
» Entrequadra 204/205 Sul - Asa Sul
(61) 3207-6172

Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos
Telefone: 100

Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
Telefones: (61) 3910-1349 / (61) 3910-1350

 

Com informações da Agência Brasília


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