PREÇOS

Com 0,38%, DF tem menor inflação prévia entre 11 capitais em julho

Preço dos combustíveis na capital federal elevou o resultado do índice. A taxa nacional ficou em 0,72%. Dados do IPCA-15 são elaborados pelo IBGE

Ana Isabel Mansur
postado em 26/07/2021 12:26
Preço da banana prata caiu mais de 20% em julho -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Preço da banana prata caiu mais de 20% em julho - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

O aumento de preços no Distrito Federal chegou a 0,38% em julho. A prévia da inflação oficial no DF foi a menor entre as 11 capitais analisadas, e a taxa nacional chegou a 0,72%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve redução de 0,06 pontos percentuais (pp) na taxa do DF em relação ao mês anterior. A variação acumulada no ano de 2021 chegou a 4,08% em julho, também a menor entre as cidades avaliadas. E a variação acumulada em 12 meses ficou em 7,23% no Distrito Federal.

A pesquisa analisou nove grandes grupos de consumo — cinco apresentaram alta de preços na capital federal em relação a junho: habitação (+0,73 pp), artigos de residência (+0,53 pp), alimentação e bebidas (+0,31 pp), transportes (+ 0,14 pp) e educação (0,12 pp).

Os quatro itens que apresentaram redução da variação mensal prévia entre julho e junho foram vestuário (-1,53 pp), saúde e cuidados pessoais (- 1,1 pp.), comunicação (-0,66 pp) e despesas pessoais (-0,11 pp).

Na avaliação mensal, o grupo de alimentos e bebidas, também de muito peso nos orçamentos familiares, ficou próximo da estabilidade com a ajuda das frutas (-7,43%), principalmente da banana prata (-20,23%), e da cebola (-29,29%).

Em saúde e cuidados pessoais, o custo dos planos de saúde no DF diminuiu 1,22% na comparação com junho. Outros subitens com queda na variação mensal foram roupas femininas (-2,92%), tubérculos, raízes e legumes (-8,19%) e comunicação (-0,17).

Acúmulo anual

O grupo com a maior variação acumulada do ano são os transportes com 10,11% até julho de 2021. Depois estão artigos de residência (5,24%) e habitação (3,59%). Quem menos variou os preços foram comunicação (-0,25%) e educação (0,09%).

Em transportes, as taxas foram diferentes para o etanol (40,62%) e a gasolina (32,27%). Porém, a gasolina possui peso maior nas despesas familiares que o etanol — 8,67% e 0,11% de peso em julho, respectivamente.

Ainda em transportes, o preço das passagens aéreas aumentou 26,4% em um mês e o custo do transporte público cresceu 4,67% no DF. Em habitação, a energia elétrica residencial ficou 5,4% mais cara — a quinta alta consecutiva no ano, acumulando inflação de 8,31% em 2021.

De acordo com a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), um dos fatores do aumento do item é a crise hídrica que atinge o Brasil e prejudica a produção de energia elétrica. No entanto, a Codeplan alerta que o encarecimento do serviço onera mais o orçamento das famílias de baixa renda da capital federal.

Pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de junho e 13 de julho de 2021 (referência) e comparados aos vigentes de 14 de maio a 14 de junho de 2021 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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