Pandemia

DF manterá vacinação de adolescentes de 14 a 17 anos até análise da Saúde

Governador Ibaneis Rocha afirmou ao Correio que vai se reunir com o Ministério da Saúde para tratar da vacinação de adolescentes

Samara Schwingel
Edis Henrique Peres
postado em 16/09/2021 13:13 / atualizado em 16/09/2021 13:20
 (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press - 15/9/2021)
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press - 15/9/2021)

O Distrito Federal decidiu manter a vacinação de adolescentes de 14 a 17 anos na capital do país até a conclusão de análise da Secretaria de Saúde sobre o tema. Está suspensa apenas a vacinação de pessoas com 13 anos. O debate sobre a imunização surgiu após a publicação de nota informativa, nesta quarta-feira (15/9), da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do Ministério da Saúde.

Na nota, a secretaria revisa a recomendação e restringe a vacina somente aos adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade. Atualmente, a vacina aplicada nesta faixa etária no DF é a Pfizer, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu, no entanto, apenas suspender o início da vacinação contra a covid-19 de adolescentes de 13 anos, que teria início nesta sexta-feira (17/9). Ao Correio o chefe do Executivo local afirmou que o atendimento a esse público será suspenso até o fim de uma reunião com o Ministério da Saúde, marcada para as 10h de sexta-feira.

“Vamos suspender até a reunião no Ministério da Saúde amanhã”, disse Ibaneis. O atendimento ao público de 14 a 17 anos e maiores de 18 anos segue normalmente.

 

Suspensão

A recomendação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 se baseia em cinco pontos:

  • A Organização Mundial de Saúde não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades;
  • A maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela covid-19 apresentam evolução benigna, apresentando-se assintomáticos ou oligossintomáticos;
  • Somente um imunizante foi avaliado em ECR (Ensaios Clínicos Randomizados);
  • Apesar dos eventos adversos graves decorrentes da vacinação serem raros, sobretudo a ocorrência de miocardite (16 casos a cada um milhão de pessoas que recebem duas doses da vacina);
  • Redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora no cenário epidemiológico.

A Secretaria Extraordinária também destaca que na Nota Técnica 36/2021 do Ministério da Saúde já era previsto que adolescentes sem comorbidades seriam o último subgrupo elegível para vacinação e somente seriam imunizados a partir de 15 de setembro.

A nota informativa garante que a Secretaria, sempre que necessário, revisará suas recomendações, com base em dados de segurança e na evolução das evidências científicas.

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