Economia

Pelo sexto mês consecutivo, taxa de desemprego recua

Em comparação a novembro, o índice de desemprego recuou de 17,6% para 17,1%. Valores também são positivos na taxa de participação, que aumentou de 65,1% para 65,7% na comparação anual entre 2020 e 2021

Edis Henrique Peres
postado em 25/01/2022 14:07 / atualizado em 25/01/2022 16:41
 (crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
(crédito: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

O Distrito Federal vivencia um cenário de retomada econômica, segundo os dados divulgados na manhã desta terça-feira (25/1) pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). A pesquisa revela que a taxa de desemprego total diminuiu 2,4% no último ano, quando comparado dezembro de 2020 com dezembro de 2021, isso porque o percentual deixou a marca de 19,5% para 17,1%. A pesquisa é realizada mensalmente pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mesmo período anual, a taxa de participação cresceu de 65,1% para 65,7%.

Em relação ao ano de 2021, esta foi a sexta queda registrada no índice de desemprego nas áreas metropolitanas de Brasília. A taxa começou a recuar em julho, deixando a marca de 19,2%, e alcançando em dezembro 17,1%. A redução do número de desempregados, de acordo com a Codeplan, ocorreu devido ao aumento do nível ocupacional, de mais de 100 mil postos de trabalho, quando 57 mil pessoas ingressaram no mercado. Os setores de serviços, construção e comércio e reparação foram os principais responsáveis pelo crescimento na ocupação dos trabalhadores do DF.

Diretora de Estudos Urbanos e Ambientais da Codeplan, Renata Florentino destaca que a divulgação da PED traz dados positivos a respeito da dinâmica do mercado de trabalho na capital Federal. “Principalmente da redução da taxa de desemprego, mantendo a tendência de queda desde junho (de 2020) e mostrando que, apesar do cenário geral, houve recuperação da renda para os 10% mais pobres da população ocupada do DF”, afirma. Outro destaque para a especialista foi o aumento de trabalhos em regime de CLT. “O aumento de trabalhadores do setor privado com carteira assinada também é um dado importante, pois são trabalhadores mais protegidos da queda de rendimento”, avalia.

Melhoria dos empregos

Apesar disso, no último trimestre de 2021, a taxa de participação retraiu de 67,2% para 65,7% na capital do país. A taxa de desemprego total da População Economicamente Ativa (PEA) na Periferia Metropolitana de Brasília (PMB) também teve queda e deixou a marca de 23,2% para 20,1%. Em dezembro, 128 mil pessoas estavam desempregadas na (PMB), 10,5% a menos do que em dezembro de 2020.

Economista e técnica do Dieese, Lúcia Garcia destaca que, no mês de dezembro, no DF e na periferia metropolitana, a ocupação interrompeu um movimento de ascensão “que foi compensado pelo freio registrado no crescimento da Força de Trabalho”, explica. “Ou seja, tivemos uma pausa da tendência esboçada em, praticamente, todo o ano de 2021 e o desemprego caiu por conta da saída de pessoas do mercado de trabalho. Mesmo assim, tivemos a menor taxa de desemprego total para o DF desde dezembro de 2015. Atualmente, alcançamos o patamar de 15,9%. A continuarmos nesta tendência, a tarefa para 2022 é clara: melhorar a qualidade dos postos de trabalho gerados”, declara.

Confira:

Variação relativa entre dezembro de 2021 e dezembro de 2020

  • Trabalhadores autônomos: 32,2%
  • Setor privado com carteira: 3,4%
  • Setor Público: 2,3%
  • Empregados domésticos: 2,1%
  • Setor privado sem carteira: -4,8%

Setores de maior destaque

Variação relativa entre dezembro de 2021 e dezembro de 2020

  • Construção: 21,1%
  • Serviços: 8,0%
  • Comércio e Reparação: 5,6%

 

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