Trânsito

Tragédia que matou grávida e adolescente na Epia Sul segue sem respostas

Amigos e familiares sofrem com perda de Cynara Lacerda, 32 anos, grávida de nove meses, e da filha Talita Alves Lemos, de 12 anos

Correio Braziliense
postado em 22/04/2022 22:56 / atualizado em 22/04/2022 22:56
 (crédito: Instagram/Reprodução)
(crédito: Instagram/Reprodução)

No último domingo (17/4), um acidente de trânsito na Epia Sul interrompeu os sonhos de Cynara Maria Lacerda, de 32 anos, que estava grávida de nove meses, e da filha Talita Alves Lemos, de 12 anos. O caso ocorreu na Quadra 26 do Park Way. A polícia suspeita de um suposto racha envolvendo outros veículos, que teriam causado o acidente e fugido do local do crime. No entanto, quatro dias depois, o caso segue sem esclarecimentos.

Ao longo da semana, a reportagem tentou contato com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e com a 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), responsável pela investigação, mas não obteve um posicionamento sobre os avanços das diligências. Segundo a ocorrência registrada, dois carros “estavam ultrapassando os demais veículos na via e trocando repentinamente de faixa”. Em determinado momento, os dois veículos colidiram com outros três que passavam pelo local.

Cynara ficou presa às ferragens do carro, com as duas filhas, o marido e o cachorro Thor, um American Bully de dois anos. A gestante foi retirada das ferragens pela equipe do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e, mesmo sem vida, foi levada ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) pela equipe médica, para tentar salvar o bebê, mas ele não resistiu.

Amigo de Cynara, o auxiliar administrativo William Marques, 36 anos, relata que a família está abalada com tudo que ocorreu. “No enterro, a mãe dela teve um princípio de infarto, teve que ser socorrida pela ambulância e ser hospitalizada. Esse acidente destruiu a família. É uma tragédia que nem há palavras para descrever”, lamenta.

Sonho de empreender

Cheia de sonhos, Cynara trabalhou entre 2019 a 2021, como funcionária comissionada, na Procuradoria Especial da Mulher do Senado (ProMul). “Ela queria ser uma mulher empreendedora, ter o próprio negócio, era muito maravilhosa, companheira, sensível. Era excepcional, uma pessoa maravilhosa”, afirma William.

A filha mais velha de Cynara, de 13 anos, recebeu alta do hospital na segunda-feira, no entanto, o esposo da vítima continua internado, devido a fraturas nas costelas. “A família deles estava muito feliz, o marido dela tinha vindo da Suíça, estavam construindo uma nova vida, foi um choque para todo mundo saber o que tinha acontecido, ainda não caiu a ficha”, confessa o auxiliar administrativo.

Pelas redes sociais, a ProMul lamentou a morte da moradora de Planaltina. “Cynara deixa saudade irreparável”. O sepultamento da família ocorreu em Planaltina, às 14h30, na última quarta-feira (20/4).

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