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"Sozinhos nós não vamos conseguir", diz o secretário de Saúde sobre dengue

Em coletiva de imprensa, Manoel Pafiadache solicita que a população se vacine contra a covid-19 e cuide de suas propriedades privadas para combater o mosquito da dengue

Ana Luisa Araujo
postado em 19/05/2022 17:27 / atualizado em 19/05/2022 18:14
Manoel Pafiadache fez o apelo durante coletiva de imprensa -  (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)
Manoel Pafiadache fez o apelo durante coletiva de imprensa - (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)

O secretário da saúde Manoel Luiz Narvaz Pafiadache pediu, em coletiva de imprensa, que a sociedade ajude a combater as doenças que estão em alta, atualmente, no Distrito Federal: covid-19 e dengue. No evento on-line que ocorreu nesta quinta-feira (19/5), a Secretaria de Saúde do DF informou que 50% dos casos de covid-19 hoje na cidade são de pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos. A ajuda é necessária porque 35% da população desse grupo ainda não completou o quadro vacinal. Ainda assim, o secretário diz que não visualiza a necessidade de falar com o governador Ibaneis Rocha para retomar o uso de máscara.

"Voltem a se vacinar", exclamou o secretário de saúde do DF. O chefe da pasta recomenda que todos — idosos, jovens e crianças — façam isso. Para Manoel Luiz, é fundamental para a segurança de todos que a população brasiliense se vacine porque, inclusive, a faixa etária mais contaminada pelo vírus é também a que mais frequenta festas, baladas, shows e estádios.

De acordo com os dados apresentados, há ainda cerca de 100 mil pessoas no Distrito Federal que não tomaram nem a primeira dose. Apesar de a taxa de transmissão da covid-19 estar acima de 1, os casos não evoluem para algo mais grave, como internação ou óbito. “O nosso objetivo é chegar a zero óbitos e zero número de casos”, assegura o secretário.

Sobre a dengue, Pafiadache afirma que o trabalho precisa ser feito em conjunto. O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, explicou que há 13 fumacês espalhando o veneno que mata os mosquitos adultos pela cidade. Segundo ele, há um preparo das unidades de saúde para fazer assistência a pessoas que estão com dengue. Isso explicaria o baixo número de óbitos, que é um, neste ano.

“O exército nos ajudou neste ano, porém, enquanto tivermos 90% dos focos nas residências, vamos ter muita dificuldade de combater com eficiência. A população tem que nos ajudar, porque sozinhos nós não vamos conseguir”, implora.

Mesmo que o número de testes para dengue seja baixo — ainda que o GDF tenha recebido 10 mil na última semana —, é importante que as pessoas com sintomas de dor atrás dos olhos, dor muscular e febre procurem uma unidade, porque um médico da família ou clínico-geral estará lá para diagnosticar. “As unidades de saúde estão preparadas para fazer o diagnóstico clínico e epidemiológico e proceder ao encaminhamento de casos mais graves. É importante destacar que há desabastecimento nacional de teste de dengue, mas o DF recebeu bastante na última semana”, conta.

Influenza e cirurgias

A vacina contra influenza está disponível nas unidades de saúde e a população deve buscá-las para se proteger. Segundo Manoel, o Brasil está em um momento de baixas temperaturas, e isso aumenta a aglomeração das pessoas. "Estamos também em sazonalidade de vírus respiratórios, dos quais a vacina de influenza protege. A população alvo dessa campanha deve procurar as unidades saúde”, alerta o secretário.

Segundo a pasta, na última semana, o DF ultrapassou a realização esperada de cirurgias, cerca de 10% a mais do que o previsto. 

 

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