Investigação

"Todo lugar que vamos, procuramos", diz pai de estudante desaparecida

Giovanna Gabriela Lopes Cortes, 13 anos, foi vista pela última vez na terça-feira (14/6), na saída da escola. Ela não entrou na van escolar que a levaria para casa, no Riacho Fundo

Ana Maria Pol
postado em 16/06/2022 12:50
 (crédito: Arquivo Pessoal)
(crédito: Arquivo Pessoal)

Preocupação, medo e anseio são algumas das palavras que resumem os últimos dias vividos por familiares que buscam por informações sobre o paradeiro da estudante Giovanna Gabriela Lopes Cortes, 13 anos. A garota foi vista pela última vez na terça-feira (14/6), na saída da escola Polivalente, na Asa Sul, por volta das 12h20. Ainda sem notícias, o pai da adolescente, Charles Tom Cortes Alves, 38, conta que a família aguarda por algum sinal. “Todo lugar que vamos, procuramos para ver se a encontramos”, diz.

O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). De acordo com Charles, Giovanna deveria ter entrado na van da escola após ser liberada da aula, por volta das 12h20, e ter voltado para casa, no Riacho Fundo. “Ela foi vista saindo da escola, as câmeras mostram esse momento. Alguns amigos viram ela saindo, mas depois ninguém teve mais notícias”. Na última vez em que foi vista, a estudante usava jaqueta jeans e calça preta.

Segundo o pai, a rotina de Giovanna é a mesma todos os dias. “Ela sai para a escola de manhã, pega a van e depois vai para casa. Nos últimos dias ela estava bem, normal”. Após ver que a filha não havia retornado para casa, a família saiu em busca da adolescente. “Chegamos a procurar em vários lugares, ao redor da escola, nas quadras da Asa Sul”, diz. “Não tenho palavras para descrever tudo o que estamos vivendo, mas estamos com Deus, sempre à frente”, reitera.

Investigações

Sem respostas, Charles diz que aguarda o avanço das investigações. “Muita coisa está em sigilo, não temos muitas informações. Mas o que sabemos é que estão trabalhando de todas as formas, com acesso às câmeras e que já colheram depoimentos de outros alunos e trabalhadores da escola. O que temos é o básico, mas sabemos que, nesses dois dias, os policiais não pararam de procurá-la”, explica. “Graças a Deus tem muitos órgãos mobilizados para solucionar o caso o mais rápido possível e trazer a nossa filha de volta”, completa.

O Correio procurou o delegado da 1ª DP , Marcelo Portela, para mais informações sobre o andamento das investigações. Mas até a publicação da reportagem não houve resposta. Quem tiver informações sobre Giovanna pode ligar para os telefones: 98238-3479 (Patrícia) ou 98373-7926 (Charles). A PCDF pede, ainda, que souber algo sobre a adolescente, entre em contato por meio do telefone 197.

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