Projeto social

Grafiteiros de Ceilândia doam 25 cestas a pessoas em situação de rua

Evento "Graffiti Solidário", na QNN 22 de Ceilândia Norte, contou com grafiteiros da capital e de fora do DF para pintar os muros da região. Roupas também foram doadas

Pedro Marra
postado em 19/06/2022 15:54 / atualizado em 19/06/2022 15:58
DJ Paulão e grafiteiro Byako, 32, arrecadam 25 cestas básicas e roupas para doar a pessoas em situação de vulnerabilidade de Ceilândia -  (crédito: Arquivo pessoal)
DJ Paulão e grafiteiro Byako, 32, arrecadam 25 cestas básicas e roupas para doar a pessoas em situação de vulnerabilidade de Ceilândia - (crédito: Arquivo pessoal)

O evento social Graffiti Solidário, realizado na manhã e tarde deste sábado (18/6), reuniu 36 grafiteiros do DF e de outros estados e arrecadou 25 cestas básicas e roupas a pessoas em situação de rua. Coordenado pelo grafiteiro Bruno de Lima Rodrigues, 32, mais conhecido como Byako, o evento também contou com discotecagem de DJs e batalhas de rima da arte urbana.

  • Grafiteiros participam de ação solidária "Graffiti Solidário", no sábado, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal
  • Grafiteiro Byako, 32, faz desenho na ação social Graffiti Solidário, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal
  • Grafiteiro Byako, 32, faz desenho na ação social Graffiti Solidário, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal
  • DJ Paulão e grafiteiro Byako, 32, arrecadam 25 cestas básicas e roupas para doar a pessoas em situação de vulnerabilidade de Ceilândia Arquivo pessoal

"O que aconteceu aqui hoje é o real movimento hip hop, que contém os quatro elementos, e sem nenhuma ajuda da cultura ou verba do Estado, sendo totalmente independente e solidário buscando ajudar os vulneráveis da quebrada", afirma o artista, que desenhou o próprio nome no muro.

Em 2000, Byako começou a grafitar no projeto "Picasso não pichava", mas voltou à ativa ao pintar durante a pandemia do covid-19, em 2020. "O grafite é a liberdade de expressão, com uma forma de protesto através da arte ou até mesmo vandalismo contra o sistema opressor (do Estado)", analisa.

Confira abaixo um vídeo em que Byako desenha o nome em uma parede da cidade.

Presença feminina

Uma das mulheres presentes no evento, a grafiteira Camila Rosendo, 24, conhecida pela abreviação Camz, na cena da arte urbana desde 2019. Ela acredita que a iniciativa, além de ser bonita, é "imensamente" necessária. "Sempre que posso faço doação de roupas e sapatos", afirma.

  • Desenho de uma guerreira da artista Camz no evento Graffiti Solidário, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal
  • Camila Rosendo, 24, conhecida Camz, desenha no evento Graffiti Solidário, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal
  • Camila Rosendo, 24, conhecida Camz, desenha no evento Graffiti Solidário, em Ceilândia Norte Arquivo pessoal

Ela, que levou três horas para desenhar uma mulher no muto da QNN 22, aposta que o graffiti traz criatividade, força e liberdade a quem repara na rua. "O graffiti também tem o poder de mudar lugares, perspectivas e ideias", opina a artista, nascida na região.

 

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