Feminicídio

Açougueiro que esquartejou e escondeu corpo de ex em freezer é condenado

Wandeson Cleiton Rodrigues de Almeida, 25 anos, foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo crime de feminicídio e ocultação de cadáver de Ketley Estefany Silva Nascimento

Júlia Eleutério
postado em 20/10/2022 10:47 / atualizado em 20/10/2022 22:51
 (crédito: Reproducao)
(crédito: Reproducao)

Acusado de matar a facadas e esquartejar o corpo de Ketley Estefany Silva Nascimento, 17 anos, Wandeson Cleiton Rodrigues de Almeida, 25 anos, foi sentenciado a 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo crime de feminicídio e ocultação de cadáver. Após matar a vítima, o assassino escondeu as partes do corpo dentro de um freezer.

O Tribunal do Júri de Águas Lindas de Goiás reconheceu, durante o julgamento nesta quarta-feira (19/10), que o réu cometeu o assassinato por motivo fútil e emprego de meio cruel, sem possibilidade de defesa da adolescente.

O crime ocorreu em janeiro de 2020, na casa do casal, no bairro Jardim Pérola de Barragem II, em Águas Lindas de Goiás. Antes de esquartejá-la, o açougueiro deu duas facadas na vítima, sendo uma no peito e a outra no pescoço. Depois, a cortou e colocou as partes dentro de um saco plástico, no freezer.

Na época com 23 anos, Wandeson fugiu rumo à Bahia. Acabou preso dias depois em um hotel à beira da estrada, no município de Luís Eduardo Magalhães (BA). Em depoimento, o rapaz confessou à polícia que matou e esquartejou a ex-namorada, natural de Paratinga (BA), por ciúmes. Ele alegou ter encontrado conversas no celular de Ketley e desconfiou de uma suposta traição.

Os dois teriam se conhecido por meio de um aplicativo de namoro e mantinham um relacionamento havia pouco mais de um mês.

Na época do crime, uma amiga de Ketley contou ao Correio que a jovem se mudou para a Cidade Ocidental (GO) em 2019 para morar com uma tia, na região do Parque Nápolis. Depois de alguns meses, ela voltou para a terra natal, para ficar com a mãe, mas retornou para Águas Lindas após conhecer o ex-namorado.

"A defesa de Wandeson afirmou que não se opõe a soberania dos jurados em condená-lo, no entanto, entende que a fixação da pena ficou acima do previsto na legislação penal e jurisprudencial motivo que utilizarão os recursos legais a fim de revisar a dosimetria da pena e apresentação de possíveis nulidades ocorridas no julgamento", frisou o advogado de defesa do acusado, Lucas Amaral.

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