Investigação

Pai e irmão de homem preso por matar policial penal são baleados em GO

Manelito de Lima e Marcos de Lima são pai e irmão de Manelito de Lima Júnior, que está preso acusado de envolvimento na morte do policial José Françualdo, assassinado no fim do ano passado

Manelito foi baleado de raspão -  (crédito: Material cedido ao Correio)
Manelito foi baleado de raspão - (crédito: Material cedido ao Correio)
postado em 22/02/2024 18:52

O pai e o irmão do homem preso por matar o policial penal José Françualdo Leite Nóbrega, 36 anos, foram baleados na tarde desta quinta-feira (22/2), em frente à Secretaria de Administração de Águas Lindas de Goiás. Ambos estavam em um carro estacionado embaixo do prédio, quando foram surpreendidos por dois homens em uma moto.

Manelito de Lima e Marcos de Lima são pai e irmão de Manelito de Lima Júnior, que está preso acusado de envolvimento na morte do policial Françualdo, assassinado a tiros no fim de novembro do ano passado. À polícia, o pai contou que estava no banco do carona, enquanto o filho estava no banco do motorista, na tarde desta quinta, quando duas pessoas em uma moto se aproximaram do veículo e efetuaram vários disparos.

Marcos foi atingido com três tiros no ombro e o pai dele, Manelito, sofreu um tiro de raspão no peitoral esquerdo. Marcos está internado em estado grave no Hospital de Ceilândia, enquanto Manelito está estável e recebeu alta. A área foi isolada para a perícia e até a última atualização dessa reportagem ninguém havia sido preso.

Assassinato policial penal

Manelito Júnior está detido acusado de ser o mentor do homicídio contra Françualdo. O caso ocorreu em novembro do ano passado, mas ele só foi detido no começo deste ano. Manelito era amigo do servidor há mais de 15 anos e prestava serviços ao policial na empresa que ele gerenciava, uma loja de aluguel de materiais para construção, em Águas Lindas.

Era Manelito o responsável por administrar a área financeira da loja: fazer depósitos, efetuar saques e até guardar altas quantias em casa. A polícia constatou que o policial morreu no mesmo dia em que desapareceu, em 27 de novembro. A família relata que o servidor desconfiava de um suposto desvio de dinheiro por parte dos funcionários e, por isso, convocaria uma reunião para tratar sobre as questões financeiras da loja. Os encontros ocorriam mensalmente e só participavam os empregados considerados de confiança da vítima.

Na noite de 27 de novembro, Françualdo, como de costume, preparou um churrasco na chácara onde morava, em Águas Lindas, e convocou Manelito, Daniel, e Felipe Nascimento. De acordo com as investigações, o policial foi surpreendido e assassinado com um tiro nas costas e três no peito. O responsável pelos disparos teria sido Manelito, apontado como o mentor do crime.

Ao ser preso, Manelito confessou o crime e deu detalhes à Polícia Civil sobre toda a ação. Após a execução, iniciou-se uma força-tarefa por parte dos assassinos para desovar o corpo e limpar a chácara. Segundo as investigações, Daniel e Felipe levaram o corpo até a região de mata, uma antiga cascalheira, e, lá, atearam fogo no cadáver. Manelito, por sua vez, organizou toda a residência, lavou o imóvel e saiu levando o colar, a pulseira de ouro e a pistola do amigo.

Um dia depois do crime, os assassinos levaram a caminhonete de Françualdo até uma estrada de chão, no Paranoá, e queimaram o veículo. Dias depois, “plantaram” o boné do policial com a logo do sistema prisional em um córrego de Planaltina. A intenção era despistar a polícia.

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