Crime

Servidor do Detran é investigado por transferir carros irregularmente

Na manhã desta sexta-feira (1º/3), a PCDF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o suspeito

Servidor do Detran-DF é investigado por atuar como despachante para agências de revenda de veículos -  (crédito: PCDF)
Servidor do Detran-DF é investigado por atuar como despachante para agências de revenda de veículos - (crédito: PCDF)
postado em 01/03/2024 09:56 / atualizado em 01/03/2024 13:51

Um servidor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) é investigado por suspeita de atuar como despachante para agências de revenda de veículos. Na manhã desta sexta-feira (1º/3), o funcionário foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão à Corrupção, vinculada ao Departamento de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (DRCOR/Decor). Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão contra o suspeito.

Segundo as investigações, o servidor público, se aproveitando da lotação em um Núcleo de Atendimento de Veículo - setor responsável por execução de processos relacionados a veículos, como transferência de UF, propriedade, primeiro emplacamento, alteração de categoria -, realizou uma série de transferências veiculares a pedido de agências de revenda sem observar os trâmites legais recebendo vantagens financeiras.

As diligências iniciaram após comunicação do Detran-DF que constatou as irregularidades. O departamento está atuando em conjunto com a PCDF para esclarecer o caso. O servidor foi afastado do cargo pelo órgão. No decorrer da apuração, os policiais encontraram indícios de que o servidor agilizou a transferência de forma irregular de centenas de veículos.

Chamada de Operação Transitaire, a ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, que têm como objetivo a consolidação e robustecimento dos elementos probatórios já reunidos para conclusão do inquérito em andamento. A operação visa ainda observar o possível envolvimento de outras pessoas, incluindo servidores.

O suspeito é investigado pela possível prática do crime de corrupção passiva e associação criminosa. Se condenado, as penas podem chegar a 15 anos de prisão.

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