
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres foi denunciado nesta terça-feira (18/2), pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelos crimes que envolvem os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, entre eles, golpe de Estado.
O delegado é indiciado junto ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outros 32 pessoas por estimular e realizar atos contra os Três Poderes e o Estado Democrático de Direito.
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Além de golpe de Estado, os crimes pelos quais os acusados são denunciados são de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia, os 34 citados passam à condição de réus e responderão uma ação penal, que deve ser julgada na Primeira Turma da Corte. Com as acusações protocoladas, o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, abre prazo para manifestação da defesa, que pode anexar provas e indicar testemunhas para tentar provar sua inocência. Os denunciados também podem ser ouvidos, caso queiram apresentar argumentos sobre sua versão do ocorrido.
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