
A Universidade de Brasília (UnB) oficializou sua participação no Projeto Mar Circular (Promares), uma cooperação multilateral, coordenada pela universidade alemã Technische Universität Braunschweig, financiado pelo Ministério Federal do Meio Ambiente da Alemanha, via instituição pública ZUG. Com execução prevista até 2028, o projeto foca no enfrentamento ao lixo marinho e na melhoria da gestão de resíduos sólidos urbanos, com atuação prioritária nos estados do Pará, Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro. Segundo informações da Secom UnB, o projeto une ciência e justiça socioambiental.
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A UnB foi representada na solenidade de lançamento pelo diretor do Parque Científico e Tecnológico (PCTec), professor Renato Alves Borges (ENE), que detalhou o papel da instituição no consórcio. A UnB aplicará sua expertise em áreas como química, biologia e engenharia para o estudo da contaminação por microplásticos. O professor afirma que o objetivo não é só medir a contaminação, mas também compreender seus impactos e subsidiar estratégias de prevenção e redução do problema.
“A UnB atua como ponte entre a produção científica das universidades parceiras, a cooperação internacional com a TU Braunschweig e os formuladores de políticas públicas em nível federal, contribuindo para integrar ciência, economia circular e justiça socioambiental em soluções concretas”, explica.
Segundo o docente, a produção científica da UnB será articulada com as universidades de estados costeiros, respeitando as realidades locais. “Contribuímos com coordenação científica, metodologias integradas e apoio técnico, enquanto os parceiros nacionais trazem o conhecimento científico e territorial, além das demandas específicas de cada região”, pontua.
Inovação
O Promares nasce a partir do diagnóstico de que os impactos ambientais não são distribuídos de forma igual na sociedade. Para Renato Alves Borges, o projeto traduz o conceito de justiça socioambiental na prática: “Ao fortalecer a economia circular e incluir catadores e cooperativas como atores centrais, o projeto promove geração de renda, valorização do trabalho e inclusão social, ao mesmo tempo em que contribui para a redução da poluição ambiental”.
A parceria com a Alemanha vai permitir ao Brasil acessar experiências consolidadas em logística reversa e design de produtos. Segundo o professor Renato, essa troca acelera a transição brasileira ao adaptar soluções internacionais à realidade social, econômica e territorial do país, evitando modelos descontextualizados.
Para a comunidade acadêmica, o projeto reserva oportunidades diretas. “Os estudantes da UnB poderão se engajar por meio de projetos de pesquisa, extensão, estágios, iniciação científica e pós-graduação”, garante o professor, mencionando ainda a previsão de intercâmbios e workshops com a TU Braunschweig.
Ao final de 2028, a expectativa é que a UnB entregue à sociedade brasileira subsídio para fortalecimento de políticas públicas e modelos de economia circular replicáveis. “Esperamos deixar uma rede de cooperação científica e institucional ativa, contribuindo de forma duradoura para a proteção dos oceanos e a gestão sustentável dos resíduos no Brasil”, aponta o diretor do PCTec.
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