Visibilidade Trans

Marsha Trans Brasil retorna a Brasília de 24 a 27 de janeiro

No domingo, haverá uma manifestação, com saída às 13h, em frente ao Congresso Nacional, seguida por uma caminhada até o Teatro Nacional

1ª edição da Marsha Trans na Esplanada dos Ministérios -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
1ª edição da Marsha Trans na Esplanada dos Ministérios - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Por Ana Carolina Alli* — Com o tema “Brasil soberano é país sem transfobia”, a Marsha Trans Brasil será de 24 a 27 de janeiro, em Brasília. Um dos principais eventos será a manifestação, no domingo (25/1), que terá concentração em frente ao Congresso Nacional, a partir das 13h, seguida por uma caminhada até o Teatro Nacional. 

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Organizada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat), a terceira edição tem como eixo central o enfrentamento ao genocídio de pessoas trans e travestis e a garantia do direito à vida. A organização defende o direito ao nome, à identidade de gênero e ao reconhecimento legal pleno, além da imediata publicação do Paes Pop Trans (Programa de Atenção à Saúde da População Trans). 

A grafia Marsha se dá em homenagem a Marsha P. Johnson, referência trans global. Entre as participações confirmadas estão: a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP); a cantora Pepita; as deputadas estaduais Linda Brasil (PSol-SE) e Dani Balbi (PC do B-RJ); a deputada federal Erika Kokay (PT-DF); o deputado distrital Fábio Felix (PT); e representantes de ministérios. 

Para a presidente da Antra, idealizadora e fundadora da manifestação, Bruna Benevides, a realização da terceira edição tem grande impacto social e coletivo. “Vejo como absolutamente essencial. A Marsha não é um evento festivo, é apenas um ato de denúncia e afirmação política. Ela nos permite romper com a naturalização da violência que alcança nossa população e tensionar o Estado brasileiro a responder às nossas demandas. É uma ocupação de Brasília para exigir que a pauta trans seja tratada como pauta de direitos humanos, tão central quanto as pautas feministas, antirracistas e de proteção social”, afirma.

As pautas levantadas no evento abrangem ainda a inclusão e a permanência de estudantes trans na educação, com a implementação de cotas em universidades, institutos federais e concursos públicos, além de programas de acesso e qualificação para o mercado de trabalho formal. 

Completam as pautas o enfrentamento à transfobia no sistema de Justiça e na segurança pública; a proteção de pessoas trans em contextos de migração e refúgio; o combate à agenda antitrans; e a valorização do acúmulo histórico dos movimentos sociais trans como base para soluções políticas. 

Programação

Sábado (24/1) 

  • 9h — Jornada Ibrat (St. Paul Plaza Hotel)
  • 15h — Bailinho Trans (Teatro dos Bancários)

Domingo (25/1) 

  • 13h — Marsha Trans (com saída em frente ao Congresso Nacional)
  • 19h — shows com Pepita e DJs (Museu Nacional da República)
  • 22h — After da Marsha + Karaokê (Lah no Bar)

Segunda (26/1)

  • 9h — Fórum Nacional de Marchas Trans (Câmara dos Deputados, Anexo 2)
  • 10h — Fórum Nacional de Transmasculinidades Negras e Periféricas (Câmara dos Deputados, Anexo 2)
  • 14h — Seminário Ativismos e Famílias em Defesa das Juventudes Trans (Câmara dos Deputados, Anexo 2)
  • 17h — Visibilidade Trans Nacional no Ministério dos Direitos Humanos e lançamento do Dossiê da Antra 2026 (Auditório do Ministério dos Direitos Humanos).

Terça (27/1)

  • 10h — Seminário Educação para Transformar (Sede da OAB-DF, Auditório José Paulo Sepúlveda Pertence, na Quadra 516 Norte)

 *Estagiária sob a supervisão de Malcia Afonso

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postado em 22/01/2026 16:50 / atualizado em 22/01/2026 17:48
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