
Além da família, o impacto emocional do caso atinge diretamente os amigos do adolescente agredido na madrugada de terça-feira (23/1) por Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. Segundo o tio da vítima, Flávio Henrique Fleury, jovens que presenciaram a agressão ou conviviam com o sobrinho apresentam sinais de medo e sofrimento psicológico.
“O que mais me preocupou não foi nem a questão da injustiça, mas o que pode acontecer com as vítimas. O que pode acontecer com os amigos dele? O que pode acontecer com a nossa família”, contou. Para ele, a liberdade do agressor, até então, intensificava esse quadro.
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O tio afirmou que o caso desperta medo, devido ao comportamento agressivo e contumaz de Pedro Arthur. “É muito humilhante para a família saber que aconteceu isso com seu filho, um garoto de 16 anos. Isso pode acontecer com qualquer um.”
Prisão
Na tarde desta sexta-feira (30/1), Pedro Arthur Turra Basso, que agrediu o adolescente e o deixou em coma, foi preso pela Polícia Civil. Mais cedo, em coletiva de imprensa, o delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia (Vicente Pires), responsável pelo caso, afirmou que considera o autor um "sociopata sem condições de conviver em sociedade".
Pedro Arthur foi preso em flagrante na madrugada de 23 de janeiro, acusado de agredir o adolescente de 16 anos, que caiu, bateu a cabeça em um carro e segue internado em estado grave. Após audiência de custódia, o piloto foi liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24.315.
Na terça-feira (27/1), Pedro Arthur divulgou um vídeo, por meio de sua defesa, no qual pede desculpas à família da vítima. "Eu vim aqui pedir perdão à família dele. Nunca foi minha intenção deixar ele desse jeito, no hospital. Nunca imaginei que isso ia acontecer", disse.

Cidades DF
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