O descanso escolar, sinônimo de lazer para as crianças, acende um alerta crítico para os pais no Distrito Federal: o aumento expressivo de acidentes domésticos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, apenas em 2024, 456 crianças e jovens morreram vítimas de acidentes em casa no Brasil, com sufocamento e afogamento no topo da lista.
No DF, o cenário se repete nas emergências, onde o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) reforça a necessidade de vigilância ininterrupta. Segundo a pediatra Maria Fernanda Spigolon, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o maior inimigo é a "supervisão diluída", visto que, em reuniões de família, é comum que todos achem que alguém está cuidando da criança, quando, na verdade, ninguém está olhando. "Basta um segundo de distração. A falsa sensação de segurança dentro de casa é um dos fatores mais perigosos", alerta a médica.
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Riscos
Os perigos variam conforme o cenário, mas exigem atenção constante. Dentro de casa, os incidentes mais comuns envolvem quedas, queimaduras ao pé do fogão e a ingestão acidental de medicamentos ou produtos de limpeza.
Já nos momentos de lazer, os riscos se deslocam para afogamentos em piscinas e até em simples baldes, além de acidentes em parquinhos que não possuem manutenção ou adaptação adequada. É importante destacar que o afogamento é silencioso e ocorre em poucos instantes, com potencial para causar sequelas neurológicas irreversíveis ou óbito em questão de minutos.
Como prevenir
Para garantir a segurança dos pequenos, a prevenção deve se basear em medidas práticas e vigilância constante. O primeiro passo é a supervisão ativa, evitando delegar o cuidado a terceiros sem uma confirmação direta de quem está responsável pela criança no momento.
No ambiente doméstico, a adaptação é indispensável: instale redes de proteção, tampe tomadas e mantenha produtos químicos e medicamentos em armários altos e trancados. Além disso, o cuidado com a água deve ser absoluto, nunca deixando bebês sozinhos próximos a baldes, banheiras ou piscinas, nem mesmo por um segundo, já que o afogamento é silencioso e extremamente rápido.
Em caso de emergência, a orientação é clara: retire a criança do perigo e ligue imediatamente para o Samu (192) ou Bombeiros (193). Mesmo que a criança pareça bem após um susto, a avaliação médica é indispensável.
*Com informações da Agência Brasília
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