O velório de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, vai ocorrer nesta quinta-feira (22/1), na Capela 4, das 9h às 11h, com sepultamento previsto para as 11h30. A mulher foi vítima de um crime que chocou moradores do Guará II na terça-feira (20/1). Ela foi morta com um golpe de faca no pescoço dentro do apartamento onde morava, na QE 40, Rua 10, no Polo de Modas. O autor do ataque foi o próprio filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23, que foi preso em flagrante. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal como feminicídio.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 20h54, e mobilizou duas viaturas de socorro até o local. Ao chegarem, os militares encontraram a mulher caída com ferimentos causados por arma branca. A vítima já estava em parada cardiorrespiratória e, apesar dos esforços de reanimação realizados pela equipe, não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada.
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Após o atendimento, a área foi isolada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Segundo o tenente Ricardo, Vinícius foi encontrado sentado no sofá do apartamento, com a feição tranquila. O estudante de Economia da Universidade de Brasília (UnB) foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), onde prestou depoimento.
De acordo com informações da Polícia Militar, não houve discussão prévia antes do crime. Segundo as investigações, o criminoso teria entrado no quarto da mãe e a atacou de forma repentina. Uma tia do autor, de 80 anos, também estava no apartamento no momento do ocorrido e ficou em estado de choque após o ataque.
Depoimento
À polícia, Vinícius de Queiroz afirmou que o ataque foi motivado por um impulso. “Foi um impulso. Nós temos personalidades diferentes, ela fala bem alto e eu tenho um pouco de sensibilidade. Acabou que eu ataquei”, relatou. Ele também afirmou que havia sonhado com a situação outras vezes antes do crime. “Essa cena não é estranha, como se eu já tivesse visto antes”, disse.
Questionado se aquela era a primeira vez que sentia vontade de cometer o ataque, respondeu que não. “Antes eu conseguia controlar. Eu ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa”, declarou. O autor ainda mencionou o incômodo com barulhos altos e sensação de invasão de privacidade.
