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Familiares e amigos se despedem de Maria Elenice, morta pelo filho

A mulher tinha 61 anos foi morta pelo filho com uma facada no pescoço, na última terça-feira (20)

Familiares e amigos se despediram de Maria Elenice Queiroz, de 61 anos, durante o velório realizado na capela 4, do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. A cerimônia ocorreu sob forte comoção nesta quinta-feira (22/1). O corpo foi velado das 9h até às 11h, e o sepultamento aconteceu às 11h45. Ela foi morta na última terça-feira (20), após ser atingida com um golpe de faca no pescoço pelo próprio filho, Vinícius de Queiroz, 23, dentro do próprio apartamento, no Guará II.

Muito abalada, a irmã da vítima, Maria Eunice Queiroz, falou sobre a personalidade e a dor da perda. Segundo ela, a irmã era uma pessoa extremamente generosa, amorosa e muito querida por todos. “Ela era o amor, era a alegria, a generosidade. Não tinha uma pessoa que não gostasse dela. Ela era muito amada por todos nós”, afirmou.

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Eunice descreveu a irmã como o alicerce da casa. “Ela era o centro da nossa família, era uma coluna”, disse emocionada. De acordo com ela, Maria Elenice sempre esteve disposta a ajudar a todos a seu redor. “Se você precisasse dela, ela doava até a roupa dela. Pensa numa pessoa que era o amor. Era aquela pessoa que Jesus fala. Era o amor”, acrescentou.

Cristã e torcedora apaixonada do Vasco da Gama, Maria Elenice também era conhecida pela dedicação à família, especialmente aos filhos. “Ela amava demais os filhos. Tudo era o Vinícius”, ressaltou. Segundo Eunice, a vítima vivia preocupada com o estado de saúde do jovem, que enfrentava problemas de depressão desde a adolescência.

Muito próxima da irmã, Maria Eunice disse que as duas eram confidentes. “Ela era minha melhor amiga. A gente chorava uma com a outra, conversava sobre os nossos problemas”, relatou. Mesmo diante da tragédia, ela afirmou não sentir raiva do sobrinho. “Eu não tenho raiva do Vinícius. Eu tenho dó. Sei que ela já teria perdoado ele”, disse.

Segundo a irmã, Maria Elenice era muito conhecida e querida. Ela trabalhou por muitos anos em um grande supermercado, mantinha amizades de longa data e participava de grupos ligados ao Vasco. “Ela se comunicava com todo mundo. Ninguém está conseguindo digerir isso. Está todo mundo arrasado”, concluiu.

Ela relatou que o sobrinho fazia acompanhamento psiquiátrico e tomava medicação, o que o mantinha estável. No entanto, nos últimos tempos, ele teria interrompido o uso dos remédios por conta própria. “Ela ficou desesperada, porque sabia do problema que tinha em casa. A gente jamais imaginava que uma coisa dessa ia acontecer”, disse.

Crime

Maria Elenice foi vítima de um crime que chocou moradores do Guará II na terça-feira (20/1). Ela foi morta com um golpe de faca no pescoço dentro do apartamento onde morava, na QE 40, Rua 10, no Polo de Modas. O autor do ataque foi o próprio filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, que foi preso em flagrante. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal como feminicídio.

De acordo com informações da Polícia Militar, não houve discussão prévia antes do crime. Segundo as investigações, o jovem teria entrado no quarto da mãe e a atacado de forma repentina. Uma tia do autor, de 80 anos, também estava no apartamento no momento do ocorrido e ficou em estado de choque após o ataque.

Vinícius passou por audiência de custódia na quarta-feira (21/1) e teve a prisão convertida em preventiva. À polícia, ele afirmou que o ataque foi motivado por um impulso. “Foi um impulso. Nós temos personalidades diferentes, ela fala bem alto, e eu tenho um pouco de sensibilidade. Acabou que eu ataquei”, disse. Ele também relatou que já havia sonhado com a situação antes do crime. “Essa cena não é estranha, como se eu já tivesse visto antes”, afirmou.

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press -
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