Durante a abertura do CB. Debate Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil, desta quinta-feira (29/1), o neurocientista Leandro Freitas de Oliveira alterou sobre os riscos de falta de cuidado com a saúde mental.
"São diversos problemas que podem surgir devido ao esgotamento mental, podendo gerar um AVC, infarto do miocárdio e diabetes, por exemplo", explicou.
O especialista também ressalta o perigo dos "riscos silenciosos". "São os aspectos que envolvem o emocional e muitas vezes são ignoradas. Por isso, transtornos como depressão, ansiedade e burnout são tão comuns no século 21", disse.
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Além disso, Freitas afirmou que as altas cargas horárias de trabalho são perigosas. "Precisamos de pausas durante o trabalho. Não fomos preparados biologicamente para passar 8 horas em frente a uma tela", alertou. Para ele, é necessário que haja espaços de convivência e descanso nos ambientes de trabalho. "Muitas empresas têm retirado esses espaços de convivência, o famoso cafezinho. Esses lugares são importantes para que possamos desfocar um pouco da jornada de trabalho", acrescentou.
Como recomendações para o dia a dia, o neurocientista afirma que não é necessário muito tempo para preservar a saúde mental. "Práticas de meditação e atividades físicas são essenciais. Quando falo em meditação, não são horas meditando. Apenas 15 minutos por dia já é suficiente para reduzir o estresse", gaeantiu.
CB.Debate
Em alusão ao mês dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental, o Correio promove, nesta quinta-feira (29/1), o CB.Debate Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.
Além dos fatores de adoecimento mental e desafios na assistência, será discutida ainda a construção de espaços de escuta e cuidado. Entre os painelistas, autoridades, médicos e especialistas compõem o debate.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre 2024 e 2025, houve um aumento de 143% na quantidade de pessoas afastadas do trabalho por transtornos mentais, um cenário que pede atenção e responsabilidade por parte do governo e sociedade.
