CB.Agro

Novo galpão para produtores rurais no Paranoá terá 2,4 mil m²

Ao CB.Agro, secretário de Agricultura do DF faz balanço da produção de 2025 e fala sobre o novo espaço a ser construído no Paranoá, com 2,4 mil m²

O Galpão do Produtor Rural que será feito no Paranoá foi um dos temas discutidos, nesta sexta-feira (30/1), no programa CB.Agro — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Aos jornalistas Ronayre Nunes e Mila Ferreira, o secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, fez um balanço do ano passado, falou sobre o selo dado pela Organização Mundial de Saúde Animal e sobre a Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção. Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista.

No Ceasa, os produtores passam um bom tempo na fila para conseguir comercializar os produtos. O que o governo do Distrito Federal faz para ajudar esse produtor?

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Sabemos que há uma dificuldade para expandir o Ceasa no local onde ele está, porque a parte física está edificada. Então, o GDF partiu para uma estratégia chamada Galpões dos Produtores Rurais. Encaminhamos para a licitação, via Novacap, o primeiro Galpão do Produtor Rural, que vai ser feito no Paranoá, ao lado dos campos de futebol, de frente ao Itapoã. Serão 2,4 mil metros quadrados de área, semelhante ao Ceasa, onde vamos ter o comércio de atacado e varejo. No ano passado, o GDF edificou o Empório Rural do Colorado, na DF-150, que virou um ponto de comércio e encontro da comunidade local. Já começamos as obras do Empório Rural do Jardim Botânico que estão bem avançadas. Esperamos receber produtores da região de São Sebastião, Tororó, Jardim Botânico, e ter um comércio rápido para o consumidor da região. 

Qual é o balanço das ações da Secretaria de Agricultura do DF em 2025? 

O ano passado foi muito bom, porque a produção agropecuária cresceu, com destaque para a soja. Observamos chuvas favoráveis, lavouras com boa sanidade e alta produtividade. Isso resultou na produção recorde de soja para o DF no ano passado. Mas esse não foi o único destaque. Tivemos a retomada de áreas de milho, que, em anos anteriores, foram substituídas por áreas de sorgo. Esse retorno gerou rentabilidade um pouco maior para o produtor, já que o milho tem um maior valor agregado. Tivemos também o crescimento de culturas que o governo do DF tem apoiado em projetos como o Rota da Fruta. Algumas delas são o mirtilo e o açaí. Fechamos 2025, por exemplo, com a cultura do mirtilo em aproximadamente 52 hectares, que é um número bastante expressivo quando olhamos para o DF de três anos atrás, em que não tínhamos nem um hectare.

Foi criada a Subsecretaria de Proteção aos Animais de Produção. O senhor poderia falar sobre o que faz essa secretaria e de que forma o trabalho reflete na produção agrícola?

Esse trabalho consiste em equipes que ficam 24 horas em serviço todos os dias do ano. Por meio de denúncias da população e de buscas ativas, identificamos cavalos, jumentos, vacas, búfalos e até ovelhas. Quando detectamos o animal, fazemos a apreensão e levamos para a Secretaria de Agricultura, em um local especializado, com uma equipe de veterinárias. Lá, é feito todo o tratamento desse animal e ele fica os primeiros 30 dias para que o proprietário solicite a devolução. Porém, há uma condicionante: se esse animal já foi apreendido uma vez pelo governo, ele vai direto para o programa de doação. Para aqueles animais que, passados os 30 dias, o proprietário não fez sua requisição, ele vai para o projeto de doação. Em 2025, chegamos a 520 animais apreendidos e, em 2024, quando ainda não existia a subsecretaria, foram 460 animais. Passamos de 200 doações no ano passado. Isso é muito importante, porque esses animais são foco da zoonose e colocam em risco pedestres e quem está trafegando em carros. 

No que se refere à saúde dos animais, o acordo entre Mercosul e União Europeia pressupõe algumas ações por parte do Brasil. Como isso funciona?

Os produtores de carne vão ser beneficiados por esse acordo. O frango continua sobretaxado para a Europa. O frango do DF tem como principais compradores a Ásia e o Oriente Médio. Em carne de boi, de ovelha, de cabrito e de porco temos uma grande vantagem. Ano passado, o Brasil conquistou o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal de zona livre de febre aftosa, sem necessidade de vacinação. Isso é muito importante, porque vários países, dentre eles, países europeus, não adquirem carne de nações que ainda adotam essa vacina. Isso nos coloca em um estágio de vigilância e fiscalização maior. No entanto, o produtor brasiliense precisa ficar atento às mensagens e às redes sociais da Secretaria, além dos programas de rádio e televisão para que o produtor mantenha atualizado o cadastro de seu rebanho. E o mais importante: rebanho atualizado mantém o DF habilitado para fazer a exportação. 

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

 


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