ECONOMIA

"É um plano de provisão", diz presidente do BRB sobre estratégia de recuperação

Nelson de Souza vai pessoalmente ao Banco Central nesta sexta (6/2) entregar o plano de recuperação elaborado pelo banco. Segundo ele, a ideia é que o plano nem precise ser utilizado

Nelson de Souza já presidiu a Caixa Econômica, o Banco do Nordeste, a Brasilcap e o Banco Desenvolve SP -  (crédito: Minervino Júnior )
Nelson de Souza já presidiu a Caixa Econômica, o Banco do Nordeste, a Brasilcap e o Banco Desenvolve SP - (crédito: Minervino Júnior )

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, irá pessoalmente, nesta sexta-feira (6/2), ao Banco Central (BC) entregar o plano de reforço da estrutura patrimonial, que traz estratégias de recomposição após o rombo feito nas operações realizadas pelo Banco Master. A entrega será feita aos representantes das diretorias de Fiscalização e Normas do BC.

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"É um plano de provisão. É uma segurança. Se tiver necessidade, a gente usa", afirmou Nelson ao Correio. "O plano dá solidez ao banco junto ao mercado. Mas, se conseguirmos vender os ativos adquiridos do Banco Master, não precisaremos do aporte", explicou o presidente do BRB.

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Nelson disse que já tem algumas negociações em andamento referentes aos ativos do Master. "Já temos algumas propostas na mesa", informou ele, que esteve nesta semana em São Paulo reunido com investidores interessados.

Ele esclareceu ainda que o valor de R$ 5 bilhões que tem sido atribuído ao rombo é especulação. "Mesmo que fosse um rombo maior, a gente conseguiria cobrir. O BRB tem um patrimônio referência de R$ 6,5 bilhões livres", ressaltou, esclarecendo que o patrimônio mencionado corresponde aos valores dos passivos subtraídos dos ativos.  

A mobilização feita pelo atual presidente do BRB tem surtido efeito junto ao mercado. "Todo o mercado financeiro tem trabalhado com o banco", garantiu. 

Segundo Nelson, entre os pontos do plano estão empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e empréstimos de consórcios de bancos. "Se precisar colocar o capital, o controlador do banco, que é o Governo do Distrito Federal (GDF) pode tomar empréstimo", destacou, reafirmando que o plano é apenas uma estratégia de provisão.

As medidas incluídas no plano precisam ser aprovadas pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

 

 

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postado em 06/02/2026 16:46 / atualizado em 06/02/2026 16:58
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