
Promovido pelo Correio, nesta quinta-feira (26/2), o evento CB.Debate O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, reuniu representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para discutir caminhos para o enfrentamento à violência contra a mulher. Um dos convidados, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), Sandro Avelar, ressaltou que o trabalho de proteção à mulher é “um trabalho de Estado, e não de governo”.
O secretário comenta que não há do que se orgulhar da redução no número de feminicídios, porque é uma vergonha ter qualquer número. “Eu não falo sobre a redução com orgulho, a gente tem que se envergonhar que esse crime ainda exista e ainda mate mulheres no DF e no país”, afirmou.
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Até o momento, o DF registrou cinco feminicídios que, segundo Avelar, um deles pode ser retirado dessa categoria. Ele comenta que a secretaria “peca por excesso”. “Todo crime que aconteça contra a mulher, classificamos como feminicídio. Se, posteriormente, ficou constatado que o crime não foi nesses parâmetros, nós retiramos. É a nossa prioridade resolver e evitar esses casos”, disse.
Para Sandro Avelar, a junção de forças é fundamental. “É vergonhoso que quando acontece um feminicídio, a gente bata na porta do vizinho da vítima e pergunte se ele sabia que a mulher era agredida. Muitas vezes, ele sabe, os parentes sabem de violência de meses e anos e o Estado só vai saber quando chega no dia do feminicídio”, comentou.
Avelar cobra que pessoas próximas às mulheres vítimas de agressão e abusos informem às autoridades sobre as violências sofridas pela mulher. “É vergonhoso que o vizinho ligue para a polícia para falar sobre um som alto que o está incomodando, mas não liga para informar sobre as violências sofridas por uma vizinha”, finalizou.
CB. Debate
Somente no último ano, o Brasil registrou 1.470 feminicídios. Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha e a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM-DF), Maria das Neves Filha. No encontro, também estarão presentes acadêmicos e juristas. O debate será dividido em dois painéis: o primeiro irá tratar da proteção à mulher durante a infância, enquanto o segundo irá abordar a proteção da mulher em diferentes instâncias e órgãos dos governos.

Cidades DF
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