A traqueostomia, procedimento cogitado para o jovem agredido em Vicente Pires (DF), é uma cirurgia que abre uma nova via de ar para os pulmões. Realizada no pescoço, a técnica cria uma comunicação direta com a traqueia e é indicada principalmente para pacientes que precisam de ventilação mecânica por um longo período ou que têm alguma obstrução nas vias aéreas superiores.
Os médicos responsáveis pelos cuidados com o adolescente de 16 anos, internado em estado gravíssimo após ser agredido pelo piloto afastado de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, 19, avaliam submeter o paciente a uma traqueostomia, segundo informou a família do adolescente. O agressor segue preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda.
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Diferentemente da intubação, em que o tubo passa pela boca ou nariz, a traqueostomia oferece uma alternativa mais segura e confortável para tratamentos prolongados. O objetivo é facilitar a respiração, diminuir o esforço respiratório do paciente e permitir a remoção de secreções acumuladas nos pulmões, algo comum em quadros de saúde graves.
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Como funciona o procedimento
A cirurgia é feita em centro cirúrgico, com o paciente sob anestesia geral. O médico realiza uma pequena incisão na parte da frente do pescoço para acessar a traqueia. Em seguida, insere um pequeno tubo, chamado cânula, que fica posicionado para garantir a passagem de ar.
Essa cânula pode ser conectada a um ventilador mecânico, que assume a função dos pulmões enquanto o paciente se recupera. O procedimento em si é relativamente rápido (geralmente entre 30 e 45 minutos), mas exige cuidados intensivos no período pós-operatório para evitar complicações como infecções ou sangramentos no local.
Quando a traqueostomia é indicada
A decisão de realizar uma traqueostomia depende da avaliação da equipe médica sobre o quadro clínico do paciente. Geralmente, a cirurgia é recomendada em situações específicas, como:
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Necessidade de ventilação mecânica por mais de duas semanas;
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Obstrução das vias aéreas superiores causada por inchaço, trauma ou tumores;
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Dificuldade do paciente em eliminar secreções pulmonares;
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Doenças neurológicas que afetam a capacidade de respirar.
Riscos e processo de recuperação
Como qualquer cirurgia, a traqueostomia envolve riscos, incluindo infecção no local da incisão, sangramento e lesões na traqueia. No entanto, os benefícios para pacientes em estado crítico costumam superar os perigos associados ao procedimento.
A recuperação varia conforme a condição de saúde de cada pessoa. A traqueostomia não precisa ser permanente. Quando o paciente recupera a capacidade de respirar sem ajuda, a cânula é removida e o orifício no pescoço cicatriza naturalmente, processo que pode levar de alguns dias até algumas semanas, geralmente deixando uma pequena cicatriz. Em muitos casos, é necessário um acompanhamento multidisciplinar, com fonoaudiólogos para ajudar na recuperação da fala e da deglutição, além de fisioterapeutas e da equipe de enfermagem para garantir o sucesso do tratamento.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
