Brasília foi palco, na noite desta quarta-feira (4/2), do lançamento do livro Fragmentos do cotidiano em crônicas, do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira. A noite de autógrafos, realizada no restaurante Nau Frutos do Mar, unidade Lago, reuniu autoridades, representantes da imprensa, amigos, familiares e leitores interessados em conhecer o lado literário do autor, que estreia na crônica com uma obra marcada pela memória, pelo afeto e pela observação do cotidiano.
O livro reúne textos curtos inspirados em episódios da infância, da convivência familiar, da trajetória profissional e de reflexões sobre o tempo e a vida. Segundo Carlos Vieira, a obra é fruto de um processo de resgate pessoal e de estímulos recebidos ao longo dos anos. “O livro, na realidade, é uma coletânea de memórias transformadas em crônicas. São histórias da minha vida, que passam pela infância, pela convivência familiar e profissional, pelos primeiros passos na vida profissional, como menor aprendiz do Banco do Brasil”, afirmou.
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Para o autor, o título traduz a proposta da obra: “A intenção do livro é exatamente retratada no seu título: são fragmentos de pensamentos, fragmentos de fatos que ocorreram até hoje na minha vida”.
Durante o evento, Vieira destacou que os textos transitam entre registros mais sérios e episódios cômicos, sempre ancorados em situações simples do cotidiano. “São momentos simples, mas com uma subjetividade muito grande”, disse. Ao falar sobre o gênero escolhido, ressaltou a identificação do público brasileiro com a crônica. “É um estilo que o brasileiro gosta muito. São textos mais curtos, que retratam coisas do cotidiano. Eu sempre gostei de ler crônicas e agora retrato alguns desses temas na forma desse livro”, explicou.
A relação entre o homem público e o indivíduo retratado na obra também foi abordada pelo autor. Para ele, não há separação entre as diferentes dimensões da vida. “Eu acho que não há como separar. O ser humano é uma integralidade. Quando você revela o profissional, você revela o pessoal, e o pessoal revela o profissional”, afirmou. Segundo Vieira, o livro reúne essa conjugação. “Tem crônicas com uma abordagem mais séria, fruto da vida profissional, e outras mais leves, mais cômicas. É assim que eu me vejo: como uma pessoa inteira, com o lado profissional e o lado humano”.
Entre os presentes, o senador Ciro Nogueira elogiou a obra e destacou a expectativa em torno da leitura. “Vou ler agora. Tenho certeza de que, por tudo o que o Carlos representa, pela forma como ele se comunica com os amigos e pelos conhecimentos que adquiriu na vida, vai ser uma leitura que vai me deliciar, e da qual vou sair muito maior depois de ler esse livro”, afirmou. Para o parlamentar, a proposta da obra tende a agradar o público. “Com certeza ele vai falar do seu cotidiano, das suas experiências, e isso é algo que as pessoas vão admirar muito nessa obra que o Carlos está oferecendo a todos nós”, completou.
O presidente do Correio Braziliense, Guilherme Machado, também destacou o sucesso do lançamento e a expectativa em torno do livro. “A noite de autógrafos é um sucesso. O livro eu ainda vou ler, mas sendo do Carlos, esse amigo paraibano de uma cultura imensa, muito viajado, uma pessoa fantástica e muito experiente, eu só espero uma leitura agradabilíssima”, afirmou.
Para ele, o público agora terá acesso a um lado menos conhecido do autor. “A gente conhece muito o lado dele como presidente da Caixa Econômica Federal. Esse sucesso profissional a gente já conhece. Agora vamos ver o sucesso como escritor, que eu tenho certeza que vai ser absoluto”, disse Machado.
Família
Carlos Vieira Filho afirmou que a noite de lançamento do livro Fragmentos do cotidiano em crônicas representa a realização de um desejo antigo do pai. “Muito agradável, nós estamos muito felizes. Era um desejo antigo dele escrever essa obra, ele fala disso há muitos anos”, disse. Segundo ele, o livro chega em um momento de maturidade pessoal e profissional do autor. “Acho que chegou num momento de maturidade da vida dele, que deu toda a energia e toda a capacidade de ele conseguir escrever essa obra, que é tão fácil de leitura e tão interessante”, completou.
Ao comentar o contato antecipado da família com alguns episódios que integram o livro, Carlos Vieira Filho destacou um trecho em especial, ligado à relação do autor com os netos. “O momento que mais me marcou é quando ele fala dos netos, que são os meus filhos. Ele é um avô muito presente, tem uma relação muito próxima, muito carinhosa, de muito amor com as crianças”, afirmou. Segundo ele, uma das crônicas mais emocionantes relata um passeio simples à praia. “Tem um trecho maravilhoso em que ele conta que foi com o meu filho, João Miguel, pegar conchas na praia. É muito marcante e muito emocionante”, disse.
Para o filho do autor, a obra torna mais visível ao público um lado conhecido por familiares e pessoas próximas. “Como ele mesmo fala, o ser humano é um contexto único, com várias vertentes. A gente consegue diminuir um pouco uma característica e aumentar outra, dependendo do ambiente, mas a gente é um só”, afirmou. Na avaliação dele, o leitor já tem algum contato com essa dimensão mais sensível do presidente da Caixa. “Esse lado humano, de sensibilidade, de observação e de empatia com o próximo já está presente no dia a dia dele. Agora, as pessoas vão enxergar isso de forma mais clara e mais profunda”, concluiu.
