A pedido da Polícia Civil do DF (PCDF), a Justiça prorrogou as prisões dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Os três são acusados de matar três pessoas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, ao aplicar altas doses de uma substância química.
Marcos Vinícius segue detido no Complexo da Polícia Civil, enquanto Amanda e Marcela estão presas na Penitenciária Feminina do DF, a Colmeia. As prisões temporárias tinham um período de 30 dias, mas foram prorrogadas por mais 30, totalizando 60 dias.
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O inquérito que apura a morte dos pacientes continua em aberto. As vítimas são a professora Miranilde Pereira da Silva, 75, o servidor dos Correios Marcos Moreira, 33, e o servidor da Caesb João Clemente, 63. A análise dos celulares e dos notebooks apreendidos pela Polícia Civil nas casas dos técnicos é considerada ponto-chave da investigação.
O material eletrônico está em análise no Instituto de Criminalística (IC). Os celulares e computadores dos três técnicos foram apreendidos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF. O objetivo é descobrir se há elementos que comprovem a motivação dos crimes e se existem outras vítimas.
Marcos foi preso em casa, em Águas Lindas, em 19 de novembro de 2025, dois dias depois de matar dois pacientes. Na delegacia, ele apresentou três versões contraditórias. Segundo a polícia, o técnico demonstrou frieza ao ser questionado sobre os fatos.
No primeiro instante, negou qualquer envolvimento. Alegou que apenas seguia as orientações dadas pelos médicos, especialmente quanto às dosagens. Depois, mudou a versão. Confessar o crime e deu como justificativa o tumulto do plantão. Disse que estava estressado e que liberaria todos.
Por último, Marcos contou outra história. Novamente admitiu a aplicação das substâncias, mas atribuiu o ato como forma de “alíviar” o sofrimento das vítimas. Amanda, por outro lado, negou os fatos e afirmou acreditar que Marcos estava aplicando medicamentos corriqueiros, apesar de as imagens mostrarem ela vigiando a porta enquanto o suspeito injetava as substâncias nas vítimas. Confrontada, ela manteve-se em silêncio e admitiu que mantinha um relacionamento extraconjugal com Marcos.
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