Enquanto a batida dos tamborins ecoam e os bloquinhos arrastam foliões pelas ruas do Distrito Federal, na Prainha do Lago Norte o clima neste sábado (14/2), de Carnaval foi outro: cadeiras de praia à sombra, crianças brincando na água e famílias aproveitando o dia de sol em busca de tranquilidade.
Esse foi o cenário escolhido pelo o coletor de resíduos Arnaldo Costa, de 44 anos. “Minha esposa que chamou, porque eu trabalho à noite na coleta, é cansativo, mas só de ter esse contato com a natureza já estou renovado”, contou. Segundo ele, o período carnavalesco nunca foi uma prioridade. “Eu nunca fui de carnaval. Geralmente é muita confusão e bebida. Se eu pudesse, estaria em um lugar ainda mais isolado, tipo um rio mais afastado. Curtindo com minha família”, completou.
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Ao lado dele, a esposa Kátia Tertuliano, 47, explicou que a decisão de sair de casa foi pensada nos filhos. “Foi mais para as crianças aproveitarem o sol e a água. A gente fica muito tempo dentro de casa. Aqui dá pra descansar, colocar o papo em dia”, disse.
A busca pelo sossego também motivou o venezuelano, Adrian Rodriguez, 42, que vive no Brasil há quatro anos e trabalha como DJ, em Goiânia. De férias, ele escolheu a capital federal para passar o feriado. “Eu sou DJ de festas latinas, trabalho em Goiânia. Vim conhecer Brasília nesse período para tentar fugir um pouco das batidas de lá, para repousar aqui. Queria essa tranquilidade, o contato com a natureza. É muito bom para o ser humano sair um pouco da vida forte do dia a dia”, disse.
O servidor público Jeová Nascimento aproveitou folga para reunir a família à beira do lago. “Eu não gosto de carnaval, mas gosto desse feriado prolongado. A folga é rara, então quando tem, a gente corre pra cá”, afirmou.
