O concreto monumental da Esplanada pulsou como uma imensa caixa de som. Do afro-rock ao pop dos anos 2000, a terça-feira (17/2) reuniu jovens para celebrar o carnaval brasiliense na área externa do Museu Nacional da República. O espaço deixou de ser apenas cartão-postal e se transformou em pista a céu aberto com a Plataforma Carnaval Monumental, atraindo uma multidão sob o céu claro de fevereiro.
A abertura ficou por conta do Nave Pirata, que costurou diferentes sonoridades em um repertório vibrante. De Ludmilla ao afro-rock percussivo do BaianaSystem, o bloco espalhou graves e guitarras pelo Setor Cultural, embalando rodas de dança improvisadas e braços erguidos no ritmo do axé.
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No fim da tarde, o comando passou ao As Leis de Gaga, que transformou a Esplanada em um grande karaokê pop. Hinos de Lady Gaga dividiram espaço com sucessos de Doja Cat e Sabrina Carpenter, entre batidas eletrônicas e refrões entoados em coro. Glitter no rosto, óculos futuristas e celulares erguidos compuseram a estética da noite. Gratuita e democrática, a programação reafirmou o centro da capital como território da folia jovem.
Vindos de diferentes regiões administrativas do DF, adolescentes e jovens adultos atravessaram a cidade em ônibus gratuitos durante o feriado para acompanhar os shows. Foi o caso de Leandro Leo Lisboa, 21 anos; Ana Alice de Sá, 21; Michele Alves, 20; e David Souza, 21. Fantasiados com referências a memes da internet — como o “Freddie Mercury” do Pânico na TV — e ao Homem-Aranha do multiverso, o grupo apontou o repertório pop como principal motivação. No set, sucessos que marcaram os anos 2000 e hits recentes, com faixas de The Pussycat Dolls e Zara Larsson, mantiveram a animação em alta.
Entre os foliões, Lucas Bomfim chamou atenção com uma tiara artesanal inspirada na cultura mexicana e na artista Frida Kahlo. Morador do Guará, ele se deixou levar pelo peso do axé na apresentação do Nave Pirata. “Já vim em outros anos. Para mim, é o melhor carnaval. Agora vou curtir As Leis de Gaga”, afirmou.
Acolhimento e prevenção
Além da música, a estrutura incluiu ações de cuidado. O Espaço Acolher manteve um ponto fixo de atendimento com distribuição gratuita de preservativos e autotestes de HIV por saliva.
Também houve suporte para pessoas em situação de importunação sexual, com escuta qualificada e orientação imediata. Foliões que enfrentaram crises de ansiedade ou pânico receberam atendimento psicoterapêutico com profissionais da equipe. Ao longo da programação, o serviço reforçou o compromisso com um carnaval seguro e responsável.
CB.Folia
Realizada pelo Correio Braziliense, a 9ª edição do Prêmio #CBFolia 2026 se consolida como o principal tributo à criatividade e à diversidade do carnaval do Distrito Federal. A avaliação é feita por uma Comissão Julgadora composta por profissionais experientes de jornalismo.
O público também participa na categoria Melhor Bloco de Rua — Voto Popular, com direito a um voto por pessoa, mediante uso obrigatório de um e-mail Gmail, garantindo a transparência do processo. Além disso, leitores podem enviar fotos para concorrer nas categorias de Melhor Fantasia Adulto e Infantil, avaliadas pelo júri técnico.
A votação é democrática e ocorre exclusivamente pelo site oficial.
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