
O velório do jovem Leonardo Ferreira da Silva, de 19 anos, reuniu familiares e amigos, na manhã desta terça-feira (17/2), ainda abalados com a violência do crime.
Francisca Mônica, mãe do rapaz, disse estar emocionalmente devastada e tomando medicação para lidar com a dor da perda. “Tenho depressão muito forte, não sei como vai ser”, afirmou, visivelmente abalada. “Tô sem condição nenhuma, tomei muito remédio… não sei como vou conseguir seguir daqui pra frente.”
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Ela lembrou o lado carinhoso e brincalhão do filho. “Ele era uma criança com corpo de homem… Muito amoroso. Um menino lindo, que gostava de ajudar todo mundo, muito querido”, disse. “Eu chorava muito, mas tive que me segurar porque ainda precisava acompanhar o que estava acontecendo. É muita dor.”
Francisca Mônica também comentou sobre o relacionamento do filho com os envolvidos e a proximidade entre eles. “Eles moravam na mesma rua, conheciam-se… Eram amigos ou pelo menos se falavam. Eu não consigo entender como algo assim aconteceu.”
O crime foi na madrugada de domingo (15/2), entre 4h e 4h30, na região de Nova Colina. Segundo a polícia, Leandro se envolveu em uma briga e sofreu agressões. O jovem chegou a ser socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Dois homens foram presos na manhã do mesmo dia: Jardel de Nóbrega Martins, 27 anos, participou diretamente das agressões, enquanto Wanderson da Fonseca, 29, filmou e teria incentivado a violência. Ambos possuem antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e infrações relacionadas à Lei Maria da Penha. Nessa segunda (16/2), os suspeitos tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva ontem.
“As imagens foram feitas por um terceiro indivíduo, amigo dos envolvidos, que, além de filmar as agressões, instigava a briga, em vez de intervir para cessar a violência”, informou a polícia. Os suspeitos foram indiciados por homicídio, e a motivação do crime ainda é investigada.
Enquanto aguarda respostas das autoridades, Francisca Mônica reforça seu pedido de justiça. “Eu quero justiça. Quero que paguem pelo que fizeram. O meu filho era tudo pra mim, e essa dor não vai passar tão cedo.”

Cidades DF
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