A Diretora de Administração do Geap Saúde, Ana Cristina Melo Santiago, em entrevista no CB Debate — O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, promovido pelo Correio Braziliense, afirmou que eventos voltados ao debate sobre violência contra a mulher contribuem para identificar falhas estruturais e propor soluções.
“Eu acredito que eventos como este ressaltam, justamente, a importância de falar cada vez mais sobre esse tema, refletir e buscar caminhos. É mediante esse debate e essa construção de diálogo que podemos identificar quais são os gargalos que ainda acontecem em nossa sociedade e que estão propiciando números tão alarmantes de feminicídios”, declarou.
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Questionada sobre o papel da saúde nesse contexto, a diretora afirmou que a instituição adota medidas internas e externas. “A Geap tem um papel fundamental na proteção dessas mulheres”, disse. Segundo ela, as ações começam dentro da própria entidade, com iniciativas voltadas ao empoderamento financeiro.
“Temos diversas ações que promovem o empoderamento financeiro, pois sabemos que um dos grandes pilares de proteção é justamente essa autonomia financeira, que repercute diretamente no mercado de trabalho”, afirmou.
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Ana Cristina também citou políticas internas relacionadas ao ambiente profissional. “A Geap é um lugar onde as mulheres têm todas as possibilidades, que vão desde horários especiais para amamentação e estabilidade no emprego por um ano após o parto, até programas de enfrentamento ao assédio e discriminação, além de um comitê de equidade; existe todo um cuidado”, declarou.
De acordo com a diretora, 60% dos cerca de 400 mil beneficiários da instituição são mulheres. “As ações de saúde e de cuidado da Geap também têm esse recorte, observando, por exemplo, pilares de atenção para mulheres com mais de 50 anos, medicação apropriada e implante concepcional”, afirmou.
CB.Debate
Próximo do Dia Internacional das Mulheres, comemorado em 8 de março, o Correio promove, nesta quinta-feira (26/2), o CB.Debate "O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo”. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do YouTube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.
A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.
