
Na abertura do fórum O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), subiu o tom contra a violência de gênero no ambiente digital. Para a gestora, as redes sociais se tornaram um “palco de agressão às nossas mulheres”, independentemente de posições ideológicas ou partidárias. Celina citou como exemplo os ataques sofridos por figuras públicas e a persistência de comentários que culpam as vítimas mesmo em casos de tragédias extremas.
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“Isso não é defesa ideológica, isso é massacre a mulheres que estão em posição e em lugar de poder”, afirmou, ressaltando que a internet, sem uma aplicação mais dura de proteção, virou um espaço de "aplausos para homens que agridem". Além do cenário virtual, a vice-governadora criticou o que chamou de "discursos sem ação" e defendeu que a política pública só é efetiva com recursos garantidos.
Ao detalhar os avanços no DF, Celina foi enfática: “O investimento é o primeiro caminho da proteção daquela mulher que teve coragem de denunciar”. Ela destacou que o DF saltou de 14 para 31 equipamentos públicos de apoio, incluindo o aluguel social e o auxílio para órfãos do feminicídio, mas alertou que a sociedade ainda está “muito longe de onde gostaria de estar”. Para ela, o combate à violência exige que a comunicação e os governos entendam que a pauta não é apenas biológica, mas sim de “direitos humanos verdadeiramente aplicados”.
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Construção de caminhos
Próximo do Dia Internacional das Mulheres, comemorado no dai 8 de março, o Correio promove, nesta quinta-feira (26/2), o CB.Debate "O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo”. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do YouTube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.
A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.
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