
Autor de um crime bárbaro no Distrito Federal, o advogado João Paulo Leandro Mendes, 34 anos, foi solto pela Justiça. Desde 28 de fevereiro, quando recebeu o alvará de soltura na cela, no Complexo Penitenciário da Papuda, o acusado de homicídio retornou à rua onde morava em Ceilândia para ameaçar moradores, segundo relatos colhidos pelo Correio.
Em dezembro do ano passado, João matou, esquartejou e carbonizou um homem — ainda não identificado pela polícia — no terreno onde havia adquirido, no Incra 9. O lote funcionava para o criadouro de animais e espaço para rituais satânicos, segundo as investigações da Polícia Civil.
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O crime chocou a comunidade, que via João como uma pessoa extrovertida e sorridente. Testemunhas avistaram o advogado carregando pneus e ateando fogo em parte do terreno. A Polícia Civil foi acionada em uma noite de sábado, compareceu ao local e não encontrou o advogado. Mas, no terreno, localizaram o cadáver com sinais de esquartejamento e totalmente carbonizado. A poucos metros dali, em um canteiro da estrada de terra, encontraram um pé, parte da cabeça e ossos. O material foi encaminhado à perícia.
Investigação e prisão
No dia seguinte, os policiais receberam um novo informe: João havia retornado ao terreno e estava transferindo algumas partes do corpo para o canteiro da estrada de terra. Seria uma forma, segundo a investigação, de desfazer provas. De imediato, os agentes foram ao local e prenderam João em flagrante por destruição de cadáver. "Ele foi indiciado por homicídio, e esperamos que na audiência de custódia seja determinada a prisão", afirmou o delegado.
Na delegacia, alegou ser satanista, mas negou o crime. Disse que ateava fogo em restos de animais. Em depoimento, a mulher de João alegou que o marido é advogado de Santa Catarina, aposentado por diagnóstico de esquizofrenia e autismo.
João ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda e ganhou a liberdade em 28 de fevereiro. Pessoas próximas ao advogado relatam medo. “Ele voltou e já foi direto no terreno. Está ameaçando moradores e o medo é de que ele faça o mesmo com qualquer um aqui”, desabafou uma moradora.
O Correio apura a justificativa para a liberdade concedida ao suspeito. A Polícia Civil continua com as investigações e aguarda, do IML, a identificação da vítima. A reportagem tenta contato com João Paulo Mendes.

Cidades DF
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