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PL-DF intensifica pressão por CPI sobre BRB e Master, mas nega rompimento

Em coletiva, parlamentares afirmaram que caso precisa ser esclarecido e defenderam CPI para apurar possíveis irregularidades. Bia Kicis negou que posição representa rompimento com o GDF, mas Thiago Manzoni e João Cardoso romperam individualmente

Bia Kicis, presidente do PL. -  (crédito: | Luiz Francisco)
Bia Kicis, presidente do PL. - (crédito: | Luiz Francisco)

A direção do Partido Liberal (PL) no Distrito Federal e deputados distritais da sigla intensificaram as movimentações para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Em coletiva nesta terça-feira (10/3), a deputada federal Bia Kicis e os distritais Thiago Manzoni e João Cardoso afirmaram que o caso precisa ser esclarecido e defenderam investigação para apurar possíveis irregularidades. Até o momento, o pedido conta com quatro assinaturas: Thiago Manzoni (PL), Roosevelt Vilela (PL), João Cardoso (PL) e Rogério Morro da Cruz (PRD). A assinatura do deputado Joaquim Roriz Neto (PL) ainda é incerta. 

Segundo Bia Kicis, o partido decidiu agir diante das dúvidas levantadas sobre as negociações envolvendo o banco público do DF. “Nós queremos apenas que a verdade venha à tona. Quem são os culpados, quem são os responsáveis, nós não sabemos. Mas se nós não investigarmos, jamais saberemos”, afirmou. A parlamentar também disse que o caso gera perplexidade e que o partido não poderia “ficar silente diante desse quadro”. 

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A deputada destacou, ainda, que o banco sempre teve importância simbólica para a população do DF. “O BRB é o banco do povo de Brasília. Todos nós sentimos orgulho de ver o banco crescer e se tornar uma instituição de peso nacional. Mas agora vemos o banco envolvido em um escândalo que ainda não conseguimos mensurar completamente”, disse. 

O deputado distrital Thiago Manzoni afirmou que a Câmara Legislativa foi levada a aprovar medidas sem conhecer plenamente a situação financeira relacionada à operação. Segundo ele, quando o projeto foi apresentado aos parlamentares, as informações indicavam um cenário positivo. “Foi apresentado como um verdadeiro cisne branco. Mas depois se descobriu que, anteriormente, já tinham sido gastos bilhões de reais”, declarou. 

Para ele, os parlamentares ainda precisam entender se há risco para o patrimônio público. “Hoje, nós não sabemos qual é o tamanho do problema do BRB nem se o projeto aprovado realmente resolve a situação. Existe um receio profundo de que esse problema seja transportado para as contas públicas do DF”, disse. 

O deputado João Cardoso também disse que há dúvidas sobre a proposta que autoriza o governo a oferecer imóveis públicos como garantia para operações financeiras relacionadas ao banco. “Há muitas irregularidades nessa proposta de aporte com imóveis. Fiz um levantamento e, por isso, votei contra”, afirmou. 

"Não somos oposição"

Apesar dos questionamentos, Bia Kicis negou que a posição do partido represente rompimento com o governo do Distrito Federal. Segundo ela, o objetivo é garantir transparência. “Nós não somos oposição ao governo. Mas não podemos deixar de investigar um caso que levanta tantas dúvidas e preocupa a população”, afirmou. 

Apesar disso, os deputados Thiago Manzoni e João Cardoso anunciaram o rompimento individual com a base do governo na CLDF.

 

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postado em 10/03/2026 17:58
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