ECONOMIA

Centrad e Serrinha podem sair da lista de imóveis dados como garantia ao BRB

Presidente do BRB, Nelson de Souza, confirmou ao Correio que a estratégia de capitalização está sendo revista e que, talvez, os investidores não estejam interessados em ambos os imóveis

Serrinha do Paranoá pode sair da lista dos imóveis dados como garantia ao BRB -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA Press)
Serrinha do Paranoá pode sair da lista dos imóveis dados como garantia ao BRB - (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)

O Centro Administrativo do DF (Centrad) e a área da Gleba A da Serrinha do Paranoá podem sair da lista de imóveis dados como garantia para a capitalização do Banco de Brasília (BRB). A informação foi adiantada na noite de quinta-feira (17/3) pelo Correio.

A estratégia de captação está sendo reorganizada para oferecer um leque mais robusto de opções. “Será realizado um novo road show voltado a investidores qualificados nos principais centros, como São Paulo e Brasília, para identificar quais imóveis realmente despertam o interesse do mercado”, explicou Nelson de Souza, presidente do banco. 

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Para essa sondagem junto aos investidores qualificados, o banco espera a conclusão da avaliação dos imóveis, feita por uma empresa contratada. “Esse estudo fica pronto até sexta-feira”, disse.

“A meta agora é saber quais imóveis o mercado realmente tem interesse. De repente o investidor qualificado não tem interesse no Centrad, que está com pendências; ou na Serrinha, devido a reivindicação de ambientalistas”, destacou Nelson de Souza, presidente do banco.

Em entrevista à reportagem, o presidente explicou, em primeira mão, que a suspensão da lei de socorro ao BRB e a consequente reversão do cenário jurídico pelo governo criaram um estado de insegurança jurídica, que tornou a situação do BRB mais complexa, elevando a sensibilidade dos investidores e dificultando o processo de capitalização por meio dos imóveis do GDF.

“Em breve, faremos a assembleia cumprindo um prazo compatível para que a capitalização ocorra de maneira equilibrada e segura, superando as dificuldades impostas pela atual instabilidade jurídica”, assegurou.


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postado em 18/03/2026 14:03 / atualizado em 18/03/2026 14:04
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