
Policiais civis da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) cumpriram um mandado de prisão contra Marcel Lopes da Silva, 35 anos, um dos acusados de matar um homem a tiros em plena luz do dia, em uma padaria da região. A motivação do crime está ligada a uma vingança entre famílias ciganas do estado de Tocantins.
O assassinato ocorreu em 17 de novembro de 2024 e vitimou Pedro Gonçalves Guimarães Junior, 40 anos. Pedro e a companheira haviam se mudado cerca de um mês antes do crime para o DF, para fugir da guerra com rivais, segundo as investigações.
No dia da execução, Marcel e outros dois homens foram à padaria em um carro preto. Um deles desceu, entrou no estabelecimento e disparou 11 tiros contra Pedro. O trio fugiu em seguida. A PCDF identificou o segundo envolvido: Mizael Lopes Ferreira, 21, que segue foragido.
Guerra
A polícia descobriu que, em junho de 2023, Pedro teria tentado matar um integrante de um grupo cigano rival. O suposto ataque ocorreu na cidade de Goianira (GO). Pedro e o filho de 16 anos teriam raptado a neta da vítima, de 12 anos, da cidade de Itaberaí (GO), e levado para Goianira. A menina teria sido transportada sem o consentimento da família para se casar com o filho de Pedro.
A denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) revela que, na madrugada de 14 de junho de 2023, o filho de Pedro foi sozinho de carro buscar a menina em casa, em Itaberaí, e levá-la à cidade de Goianira, onde ele morava. Pedro se encontrou com o filho mais tarde, após pedir carona a um vizinho até o trevo de Caturaí, alegando que o adolescente tinha furado o pneu do veículo e precisava de ajuda.
Segundo consta nos autos, o filho de Pedro mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente e ambos planejavam se encontrar naquele dia para morar juntos em Goianira. Inicialmente, a polícia suspeitou que a menor tivesse sido retirada à força de casa, mas a hipótese enfraqueceu depois de os investigadores interceptarem as conversas entre os adolescentes. Os diálogos revelaram que o encontro havia sido combinado previamente.
Ataque
Poucas horas depois de a menina sair de casa, por volta das 11h30, Pedro teria se encontrado com o avô da adolescente. O homem, membro de um grupo cigano rival, havia ido buscar a neta quando sofreu um ataque a tiros.
Pedro teria efetuado vários disparos contra a vítima, que conseguiu escapar com vida. À época, uma equipe da Polícia Militar patrulhava a região quando ouviu os disparos. No local, os militares presenciaram o ataque, ordenando que Pedro largasse a arma. Ele ignorou o chamado e ainda teria atirado contra os PMs, que revidaram, mas não o atingiram.
O cigano se rendeu e foi preso em flagrante. O MPGO solicitou a absolvição primária de Pedro pelos crimes de sequestro e cárcere privado de menor de idade para fins libidinosos, por falta de provas. No entanto, manteve a denúncia por homicídio tentado e corrupção de menores.
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