
A ameaça de uma greve dos funcionários da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) já tem horário para se confirmar (ou não): 20h deste domingo (29/3), a partir da reunião do sindicato, em Assembleia Geral Extraordinária que votará o andamento da paralisação.
A fim de contornar o indício de greve, a presidência do Metrô encaminhou proposta à entidade sindical dos metroviários relacionada à data-base intermediária de 2026. Na noite deste domingo (29/3), a categoria avaliará condições que tocam aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho. O documento vem encaminhado como meio de prestar a continuidade nos serviços e respalda a valorização dos empregados.
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Ressaltando acatar a legislação e zelar pela responsabilidade fiscal, o Metrô trouxe propostas como: estabelecimento da organização, em quatro meses, das bases para concurso que aprovará 290 novos servidores, além da criação de um cadastro reserva; pagamento em dinheiro de horas-extras e dos casos de convocações em períodos especiais e um abono bimestral para acompanhamento de reuniões escolares de filhos dos empregados.
Independente do uso do metrô, o estudante Áquila Santos, 20 anos, morador do Lago Norte, avalia o quadro de possível confusão no dia a dia e o impacto de uma greve. "Uso ocasionalmente o metrô, mas mesmo que use Uber, vai me afetar, por causa dos horários, ainda mais em momentos de pico. Independente, a greve vai afetar o trânsito. Já vejo a maior circulação de veículos, perto da rodoviária, e pessoas mais presentes nas ruas. Isso impacta, não só o usuário sistemático do metrô", avalia Áquila.
Bem mais envolvido com o problema está o bombeiro hidráulico Francisco de Santana, 58 anos, morador de Ceilândia Norte, sempre dependente do metrô, para o regresso de casa. "Venho sempre de ônibus. Mas, tem a volta. O jeito vai ser encarar ônibus, com toda a demora. Chego, no dia a dia, às 18h30, mas, sem metrô, é coisa de chegar às 20h. Vai ser um transtorno, porque não conto com outro recurso", pontua.

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