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Mês da mulher tem 170 atividades especiais gratuitas no DF

Com foco em prevenção, autonomia e protagonismo feminino, mês terá uma série de atividades gratuitas, que também incluem esporte e lazer. Ao CB.Poder, secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, falou sobre a programação e iniciativas de combate à violência

A Secretaria da Mulher preparou um calendário com 170 programações gratuitas para marcar o mês dedicado às mulheres. As ações do Março Mais Mulher, programa que começou no fim de fevereiro, reúnem atividades de lazer, capacitações, serviços de acolhimento e iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à prevenção da violência. A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, falou sobre o assunto no CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília desta quarta-feira (5/3). Às jornalistas Sibele Negromonte e Mila Ferreira, ela destacou que as políticas para mulheres são permanentes, mas ganham reforço este mês. “Trabalhamos de janeiro a janeiro na pauta da mulher, mas, em março, por causa do Dia Internacional da Mulher, ampliamos as ações e temos boas perspectivas para nós, mulheres”, destacou. A programação completa está disponível no Instagram @secmulherdf. Confira alguns trechos da entrevista.

Quais são as atividades do Março Mais Mulher?

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Começamos com ações voltadas ao entretenimento, levando mulheres ao cinema. Algumas foram pela primeira vez, comeram pipoca, tomaram refrigerante. Nós, mulheres, pensamos muito na família e deixamos de cuidar de nós mesmas, da saúde mental e emocional. Esses momentos de lazer também são importantes. São 170 programações em várias cidades do DF. Por exemplo, teremos uma corrida gratuita para seis mil mulheres no dia 28 de março. O Zoológico terá entrada gratuita nos dias 7 e 8 de março. São diversas ações ao longo do mês.

Como levar os homens para esse debate?

Estamos promovendo campanhas e rodas de conversa com os homens. Criamos, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o "Diga Não ao Covarde", porque quem deve ter vergonha é quem agride a mulher, não o contrário. Também estamos levando conscientização para meninos nas escolas. Vamos intensificar essas ações e fazer um balanço dos resultados.

Quais são as ações preventivas?

Eu digo que a Secretaria da Mulher é a Lei Maria da Penha na prática. Trabalhamos com seriedade no enfrentamento à violência, mas nossa principal missão é a prevenção. A prevenção passa por rodas de conversa, ações voltadas ao empreendedorismo feminino. Recebemos na capital o Movimente 2026, parceria com o Sebrae-DF. No ano passado, percorremos 14 regiões administrativas para entender os desafios da mulher empreendedora. Um mundo sem violência passa pela autonomia econômica. A mulher com independência financeira tem mais condições de romper o ciclo de violência.

Além do empreendedorismo, a pasta tem trabalhado na empregabilidade. Quais são as ações?

Criamos o Prepara, para capacitar mulheres que estão há muito tempo fora do mercado de trabalho. Muitas não têm currículo ou não sabem como se portar em uma entrevista. Oferecemos capacitações como cuidador de idosos, design de sobrancelhas e alongamento de cílios. Firmamos 14 acordos de cooperação técnica com órgãos federais, que reservam oito por cento das vagas para mulheres atendidas por nós. Muitas querem trabalhar, mas não têm onde deixar os filhos. O Governo do Distrito Federal, junto à Secretaria de Educação, trabalha para zerar a fila das creches. Isso também é política pública para as mulheres.

Como está a parceria com a iniciativa privada?

Estamos fortalecendo a rede de proteção com diversos órgãos. A pauta da mulher precisa caminhar com todas as pastas e também com a iniciativa privada. Estamos criando novos equipamentos públicos e novas políticas. Implantamos a"‘Lei Maria da Penha vai para as escolas’" porque é fundamental ensinar crianças a identificarem os diferentes tipos de violência. Violência não é apenas física.

Quando será inaugurada a unidade do Plano Piloto?

Hoje, a Casa da Mulher Brasileira funciona em Ceilândia, 24 horas, com atendimento psicossocial, Defensoria Pública e alojamento de passagem. No ano passado, inauguramos quatro Centros de Referência da Mulher Brasileira em Sobradinho 2, São Sebastião, Sol Nascente e Recanto das Emas. Agora, vamos instalar uma unidade na Asa Sul, ao lado do Parque da Cidade. Será um espaço de acolhimento 24 horas, e queremos entregar até o fim do ano.

Como funciona o acolhimento?

Em caso de violência com risco imediato, é preciso ligar 190, que é a Polícia Militar. O 180 é o canal nacional de atendimento à mulher, para orientação e encaminhamento. Muitas mulheres ainda não sabem identificar os tipos de violência. A Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia é para quem não tiver para onde ir, não souber o que fazer. Criamos também o Comitê de Proteção à Mulher.

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FRASE

Criamos, juntamente com a SSP-DF, o "Diga Não ao Covarde", porque quem deve ter vergonha é quem agride a mulher, não o contrário"