A advogada que representa João Paulo Teixeira da Silva no processo em que ele é réu pelo homicídio de Thalita Marques Berquó abandonou a defesa. Em decisão proferida nesta quarta-feira (4/3), a Justiça determinou o adiamento do júri, antes previsto para segunda-feira (9/3).
Não há, no entanto, nova data para o julgamento. A família de Thalita pede a remarcação imediata. João Paulo sentou no banco dos réus nesta segunda-feira (2/3) para ser julgado em outro caso: uma tentativa de homicídio cometida em 2 de dezembro de 2024. Segundo os autos do processo, ele tentou matar a vítima por causa de R$ 10. O crime ocorreu pouco mais de um mês antes de ele tirar a vida de Thalita.
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O julgamento do caso Berquó estava previsto para às 8h30, no Tribunal do Júri do Guará. O réu participará, independente da nova data, da audiência presencialmente, conforme certidão registrada nos autos.
Assassinato
O crime ocorreu em 13 de janeiro do ano passado e, além de João Paulo, dois adolescentes também estavam envolvidos. Na época, partes do corpo de Thalita — a cabeça e as pernas — foram encontradas nos dias 14 e 15 de janeiro na Estação de Tratamento de Esgoto da Asa Sul da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
O tronco foi localizado dois meses depois, em 17 de março, após um dos adolescentes envolvidos indicar o local onde o corpo havia sido enterrado, envolto em um cobertor. Equipes do Corpo de Bombeiros (CBMDF) trabalharam por mais de seis horas na escavação. Os braços da vítima nunca foram encontrados.
Segundo as investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Thalita teria saído da QE 46 em direção a uma área próxima a uma invasão para comprar entorpecentes. De acordo com o delegado-chefe à época, Antônio Dimitrov, ela teria entregado o celular como forma de pagamento. Ao pedir o aparelho de volta, houve um desentendimento com os suspeitos. Conforme a apuração, João Paulo e os dois adolescentes teriam esfaqueado a vítima, além de golpeá-la no rosto com uma pedra antes de esquartejá-la.
Os três foram capturados pela Polícia Civil do Distrito Federal. Um dos adolescentes está internado em unidade socioeducativa, e o outro cumpre medida em regime de semiliberdade desde outubro do ano passado.
