
A Justiça condenou João Paulo Teixeira da Silva a 11 anos de prisão por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2 de dezembro de 2024. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (2/3), uma semana antes de ele voltar ao banco dos réus por outro crime: o assassinato de Thalita Marques Berquó, morta em 13 de janeiro de 2025.
A tentativa de homicídio cometida por João Paulo contra outro rapaz teve motivo fútil. Segundo os autos do processo, ele tentou matar a vítima por causa de R$ 10. O crime ocorreu pouco mais de um mês antes de ele tirar a vida de Thalita.
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O julgamento do caso Berquó ocorrerá na próxima segunda-feira (9/3), às 8h30, no Tribunal do Júri do Guará. O réu participará da audiência presencialmente, conforme certidão registrada nos autos. João Paulo é apontado como autor do assassinato que chocou o Distrito Federal em janeiro de 2025. A família pede a colaboração e a presença da população.
"Venho fazer um apelo. O homem que tirou a vida da minha sobrinha foi condenado por um crime que ele cometeu um mês antes de matá-la. Isso prova o perigo que ele representa para todos nós. Não podemos deixar que esse crime fique impune", declarou Gláucia Berquó, tia de Thalita.
Assassinato
O crime ocorreu em 13 de janeiro do ano passado e, além de João Paulo, dois adolescentes também estavam envolvidos. Na época, partes do corpo de Thalita — a cabeça e as pernas — foram encontradas nos dias 14 e 15 de janeiro na Estação de Tratamento de Esgoto da Asa Sul da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
O tronco foi localizado dois meses depois, em 17 de março, após um dos adolescentes envolvidos indicar o local onde o corpo havia sido enterrado, envolto em um cobertor. Equipes do Corpo de Bombeiros (CBMDF) trabalharam por mais de seis horas na escavação. Os braços da vítima nunca foram encontrados.
Segundo as investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Thalita teria saído da QE 46 em direção a uma área próxima a uma invasão para comprar entorpecentes. De acordo com o delegado-chefe à época, Antônio Dimitrov, ela teria entregado o celular como forma de pagamento. Ao pedir o aparelho de volta, houve um desentendimento com os suspeitos. Conforme a apuração, João Paulo e os dois adolescentes teriam esfaqueado a vítima, além de golpeá-la no rosto com uma pedra antes de esquartejá-la.
Os três foram capturados pela Polícia Civil do Distrito Federal. Um dos adolescentes está internado em unidade socioeducativa, e o outro cumpre medida em regime de semiliberdade desde outubro do ano passado.

Cidades DF
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